# Como se dimensiona uma central de vácuo medicinal hospitalar?

**Que dados determinam a dimensão de uma central de vácuo medicinal hospitalar?**

Segundo o HTM 02-01 (2026), o guia da NHS England, uma central de vácuo medicinal hospitalar é dimensionada a partir do caudal simultâneo de projeto das áreas que serve, com um caudal de projeto por unidade terminal e uma fórmula de simultaneidade por serviço; as bombas devem garantir esse caudal mesmo durante a manutenção de qualquer bomba e uma avaria adicional.

## Passo 1: definir as salas

Na fase de projeto, a equipa do projeto define os requisitos de cada sala ou espaço. O HTM 02-01 (2026) refere que o caudal na rede não pode ser previsto com precisão, pelo que dá valores de referência que se revelaram adequados na prática. Em Portugal, na observação geral II do anexo, a ACSS ET 03/2006 pede aos projetistas a confirmação do número de pontos de utilização e dos coeficientes reais de utilização, e a aplicação de uma das normas FD S 90-155, HTM 2022, AS 2896-1998 ou SIS HB 370 no dimensionamento da distribuição; o HTM 2022 foi entretanto substituído pelo HTM 02-01 (2026), e a secção 16 da mesma especificação indica a AS 2896-2011.

## Passo 2: aplicar caudais de projeto e simultaneidade

O HTM 02-01 dá, para cada serviço, um caudal de projeto por unidade terminal e uma fórmula para o caudal simultâneo Q. O vácuo medicinal é normalmente de 40 L/min por unidade terminal; cada sala de operações precisa de 80 L/min, porque a equipa cirúrgica e o anestesista podem usar a aspiração ao mesmo tempo. Nas fórmulas, n é o número de camas, de espaços de tratamento ou de quartos individuais onde o procedimento é realizado, e não o número de unidades terminais.

| Área (HTM 02-01, Tabela 10) | Caudal de projeto por unidade terminal | Caudal simultâneo Q |
|---|---|---|
| Serviço de urgência, sala de reanimação (por espaço de maca) | 40 L/min | Q = 40 + [(n − 1)10] |
| Sala de operações | 80 L/min por sala (40 L/min por unidade terminal) | Q = 80 |
| Áreas de cuidados críticos | 40 L/min | Q = 40 + [(n − 1)10] |

Para uma unidade de internamento de 28 camas com quartos individuais, quartos de quatro camas e uma sala de tratamentos, o caudal simultâneo baseia-se em 40 L/min. A tubagem é depois projetada com base nos caudais simultâneos e na perda de carga admissível.

## Passo 3: escolher as bombas e o reservatório

- A capacidade deve corresponder ao consumo calculado (10.5). A capacidade das bombas é indicada em L/min de ar livre aspirado, com a bomba a 475 mmHg (63 kPa) e a 450 mmHg (60 kPa) na ligação da central à rede (10.27).
- As bombas são dispostas de modo que, durante a manutenção de qualquer bomba e uma avaria adicional, as restantes continuem a fornecer o caudal de projeto do sistema (10.17). Ver [de quantas bombas precisa uma central](https://library.ultracontrolo.com/pt/respostas/quantas-bombas-vacuo-hospital/).
- O reservatório é dimensionado para minimizar os ciclos de arranque e paragem, que devem ficar dentro da recomendação do fabricante, normalmente seis por hora (10.19), e a nota da Tabela 20 fixa a capacidade em água do reservatório num mínimo igual ao caudal total de projeto. A ACSS fixa um máximo de 20 arranques por hora de cada bomba.

## ULTRAVAC

As centrais ULTRAVAC são configuradas com 1 a 12 bombas de 3 a 1.600 m³/h cada e reservatórios de vácuo de 24 a 6.000 litros, pelo que o número de bombas e o tamanho do reservatório podem acompanhar o caudal de projeto calculado.

### Uma unidade de dia usa a mesma base de consumo que um hospital de 24 horas?

Não. O HTM 02-01 (2026) diz que as unidades que não funcionam 24 horas por dia, 7 dias por semana, devem considerar o consumo apenas no seu horário de funcionamento.

### A aspiração dentária dimensiona-se da mesma forma?

Não. O HTM 02-01 baseia os sistemas dentários de alto volume em 300 L/min em cada ligação da cânula da cadeira, com a sua própria regra de simultaneidade.

## Fontes

- [NHS England, HTM 02-01 Medical gas pipeline systems, Parte A (edição de 2026), parágrafos 4.43 a 4.47, 4.109, 4.117, 10.5, 10.17, 10.19, 10.27, 11.39 e Tabelas 10 e 20; contexto (substitui o HTM 2022)](https://www.england.nhs.uk/wp-content/uploads/2016/05/health-technical-memorandum-02-01-medical-gas-pipeline-systems-part-a-design-installation-validation-verification-aug-2026.pdf)
- [ACSS, ET 03/2006 v.2024, Especificações técnicas para gases medicinais e aspiração em edifícios hospitalares, secções 4.8 e 16 e nota II do anexo](https://www.acss.min-saude.pt/wp-content/uploads/2016/10/ET-03_2006_v2024-Gases-medicinais_VF.pdf)
- [Ficha técnica ULTRAVAC, pp. 2, 3 e 5](https://www.ultracontrolo.com/products/ultravac)

Revisto: 2026-10-22. Engenharia da Ultra Controlo. https://library.ultracontrolo.com/pt/respostas/dimensionar-central-vacuo-medicinal/
