# Porque precisa o vácuo medicinal de filtros bacteriológicos?

**Porque se montam filtros bacteriológicos nas centrais de vácuo medicinal, e onde?**

Segundo o HTM 02-01, o guia da NHS England, e a ACSS ET 03/2006 portuguesa, os filtros bacteriológicos ficam do lado da rede numa central de vácuo medicinal, antes dos reservatórios e das bombas, para que o escape saia isento de bactérias e de líquidos; um conjunto duplex permite fazer a manutenção de um filtro enquanto o outro assegura o caudal total.

A proteção funciona em duas etapas. À cabeceira, o HTM 02-01 (2026) pede que a aspiração seja aplicada através de um dispositivo de controlo de aspiração, com o fluido recolhido em frascos de aspiração; o dispositivo de controlo deve incluir um mecanismo de fecho rápido e um filtro hidrofóbico para minimizar o arrastamento para a rede. Na central, os filtros bacteriológicos tratam o ar antes de chegar aos reservatórios, às bombas e ao escape.

## Onde ficam os filtros

- HTM 02-01 (Inglaterra): subconjuntos duplex, cada um com pelo menos um filtro bacteriológico e um purgador de drenagem com frasco coletor transparente. Válvulas de isolamento manuais permitem que qualquer dos subconjuntos funcione sozinho, e cada um é dimensionado para a capacidade total da central (parágrafos 10.9 e 10.23).
- ACSS ET 03/2006 (Portugal): "Sistema duplo de tratamento (a montante dos depósitos), de modo a obter-se escape isento de bactérias e de líquidos", "satisfazendo, cada conjunto, o caudal nominal" (secção 4.8).
- O indicador de vácuo da central lê o vácuo da rede no lado do filtro bacteriológico virado para a rede (HTM 02-01, 10.45).

## O que os filtros mudam na central (HTM 02-01, Inglaterra)

- As bombas devem conseguir produzir um vácuo mais alto do que a rede precisa, para vencer a resistência dos filtros e a contrapressão do escape (10.26).
- Cada filtro deve ter a marcação “biohazard” (risco biológico), com um procedimento seguro para substituir e eliminar os filtros e esvaziar o purgador de drenagem (10.24).
- Os filtros bacteriológicos devem cumprir a BS 3928 (10.25).

## O vácuo dentário é diferente

Nos sistemas de vácuo dentário a seco, é desejável um filtro bacteriológico entre o separador e as entradas das bombas. Nos sistemas húmidos isso não é praticável, pelo que, quando não é possível filtrar a montante, o filtro vai na linha de escape das bombas (HTM 02-01, 11.21).

## ULTRAVAC

A configuração base do ULTRAVAC inclui 2 filtros bacteriológicos com separador de líquidos, segundo a ficha técnica ULTRAVAC.

### Porque há dois conjuntos de filtros?

Para que um possa ser isolado para mudar o filtro enquanto o outro, dimensionado para a capacidade total da central, mantém o fornecimento de vácuo (HTM 02-01, 10.23).

### Os frascos à cabeceira substituem os filtros da central?

Não. O frasco e o filtro hidrofóbico do regulador limitam o arrastamento à cabeceira; os filtros da central continuam a tratar o ar antes das bombas e do escape.

## Fontes

- [NHS England, HTM 02-01 Medical gas pipeline systems, Parte A (edição de 2026), parágrafos 4.108, 10.9, 10.23 a 10.26, 10.45, 11.21](https://www.england.nhs.uk/wp-content/uploads/2016/05/health-technical-memorandum-02-01-medical-gas-pipeline-systems-part-a-design-installation-validation-verification-aug-2026.pdf)
- [ACSS, ET 03/2006 v.2024, Especificações técnicas para gases medicinais e aspiração em edifícios hospitalares, secção 4.8](https://www.acss.min-saude.pt/wp-content/uploads/2016/10/ET-03_2006_v2024-Gases-medicinais_VF.pdf)
- [Ficha técnica ULTRAVAC, p. 2](https://www.ultracontrolo.com/products/ultravac)

Revisto: 2026-10-22. Engenharia da Ultra Controlo. https://library.ultracontrolo.com/pt/respostas/porque-o-vacuo-medicinal-precisa-de-filtros-bacteriologicos/
