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Oxigénio e PSA

De que alimentação e cablagem precisa uma central PSA?

De que alimentador elétrico, cabos e proteções precisa uma central de oxigénio PSA?

Resposta curta

Uma central de oxigénio PSA precisa de alimentação trifásica fiável e equilibrada, um cabo para cada componente e um quadro elétrico com proteção contra sobretensões e de terra e controlador de fases, segundo a OMS (2023) e o Fundo Global (2024); a tabela do fornecedor com a corrente de arranque, a corrente mínima de proteção e a curva de carga define as necessidades totais de energia.

O que o fornecedor tem de indicar

As Foundations of medical oxygen systems da OMS (2023) pedem ao fornecedor uma tabela de requisitos elétricos, com a corrente de arranque, a corrente mínima de proteção e a curva de carga, para determinar as necessidades totais de energia e configurar a fonte de energia, como um gerador a gasóleo, um estabilizador de tensão ou uma ligação à rede com transformador. A carga elétrica varia com a configuração, simples ou múltipla, com ou sem estação de enchimento de garrafas. Os requisitos do PNUD de 2025 pedem aos fornecedores a mesma tabela.

A especificação provisória da OMS de 2020 para centrais PSA (substituída pelas especificações técnicas da OMS de 31 de dezembro de 2024), publicada a 8 de junho de 2020 e que declarava caducar dois anos após a publicação, indicava 380 VAC ±15%, trifásica, 50 Hz para o funcionamento da central e 220 VAC ±15%, monofásica, 50 Hz para o sistema de comando, e pedia que os requisitos elétricos fossem compatíveis com as condições locais, com a frequência, a tensão e o tipo de ficha especificados.

Alimentador e cabos

  • Um alimentador a partir do quadro geral de distribuição. O documento de síntese do Fundo Global sobre a preparação do local (11 de abril de 2025) pede uma avaliação da infraestrutura elétrica por um profissional qualificado, uma ligação estável e com dimensão suficiente à rede da distribuidora (como o reforço do transformador, quando necessário), valas de cerca de 20 cm x 60 cm para os cabos de alimentação a partir do quadro de contagem, e um novo alimentador do quadro geral de distribuição até ao local da central acordado com o fornecedor.
  • Um cabo para cada componente. A OMS (2023) e o PNUD (2025) pedem cabos com a secção adequada para o compressor de ar, o secador, o gerador de oxigénio e o compressor sobrepressor (booster), com um quadro elétrico com proteção contra sobretensões e de terra e um controlador de fases incorporado para os equipamentos trifásicos.
  • Alumínio ou cobre. A Assist International (Open Critical Care) sugere alumínio do contador de eletricidade até ao quadro de comando do gerador, e cobre do quadro de comando até ao compressor para potências de 22 kW ou mais.
  • Fases equilibradas e ligação à terra. As orientações de sustentabilidade do Fundo Global (2024) pedem uma alimentação trifásica corretamente equilibrada, cabos de distribuição dimensionados de forma fiável e uma proteção adequadamente dimensionada contra as flutuações de tensão; a OMS (2023) pede alimentação a partir de uma tomada blindada e ligada à terra, com cabo de terra.
  • Dispositivos de proteção. A especificação provisória da OMS de 2020 pedia disjuntores rearmáveis ou fusíveis substituíveis tanto no neutro como na fase.

Estabilidade e reserva

  • Tensão. A OMS (2023) afirma que as flutuações de tensão danificam a unidade, e os procedimentos operativos da USAID RISE (2022), escritos para hospitais da Índia, dizem para não operar a central quando a tensão de alimentação está instável.
  • Frequência. A Assist International (Open Critical Care) nota que a flutuação da frequência pode, com o tempo, danificar os motores grandes de uma central PSA.
  • Comutador de transferência. A OMS (2023) diz que as alimentações principal e secundária devem ligar-se ao quadro elétrico através de um comutador de transferência: um automático reduz o tempo de comutação, um manual precisa de menos manutenção. As orientações do Fundo Global para a colocação em serviço (2024) verificam se a energia de reserva cobre as cargas de arranque e de funcionamento e tem a mesma sequência de fases que a alimentação principal.
  • Circuito de comando. A Assist International aconselha uma pequena UPS de 1 kW a alimentar o circuito de comando e o autómato (PLC).

Centrais ULTRAOX

Numa central ULTRAOX, o cliente fornece a alimentação elétrica trifásica, e a central pode ser ligada a um gerador elétrico a gasóleo (ficha técnica ULTRAOX 2022). Os compressores ULTRASCREW usados nas centrais ULTRAOX ST têm motores IE3 IP55 de 400 V, trifásicos, 50 Hz, com arranque estrela-triângulo. A potência dos compressores de cada modelo consta das tabelas das fichas técnicas, de 2,2 kW (modelo 3) a 97,5 kW por unidade (modelo 560) no ULTRAOX SC e de 2,2 kW a 220 kW (modelo 1640) no ULTRAOX ST, cuja ficha técnica acrescenta que a potência e a pressão dos compressores podem variar com as condições de serviço da instalação.

Mais perguntas

Uma central PSA deve ter uma UPS além de um gerador?

A Assist International (Open Critical Care) aconselha uma pequena UPS de 1 kW a alimentar o circuito de comando e o autómato (PLC), e a OMS (2023) pede que as alimentações principal e secundária se liguem através de um comutador de transferência.

Que informação é necessária para planear a alimentação elétrica?

A OMS (2023) pede ao fornecedor uma tabela de requisitos elétricos com a corrente de arranque, a corrente mínima de proteção e a curva de carga, e o documento de síntese do Fundo Global (2025) pede que um profissional qualificado avalie a infraestrutura elétrica do hospital.

Fontes

Os números da Ultra Controlo vêm das suas fichas técnicas. Os factos de terceiros foram lidos na fonte na data indicada.

Revisto: · Engenharia da Ultra Controlo · Versão em Markdown

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