Vácuo e AGSS
Uma central de vácuo medicinal pode gastar menos energia?
Como pode uma central de vácuo medicinal hospitalar gastar menos energia?
Resposta curta
Sim. Uma central de vácuo medicinal gasta menos energia quando a sua produção acompanha o consumo: bombas dimensionadas para a carga real, um reservatório suficientemente grande para limitar os ciclos de arranque e paragem, e variadores de velocidade. A Ultra Controlo afirma que o ULTRAVAC CLP em velocidade variável pode reduzir os custos de energia em cerca de 40%.
Medidas indicadas no HTM 02-01 (Inglaterra, 2026)
- Reservatório: um reservatório dimensionado para minimizar os ciclos de arranque e paragem mantém as bombas a funcionar com eficiência em baixa utilização; os ciclos por hora devem ficar dentro do limite do fabricante, normalmente seis (10.19). Uma maior capacidade de armazenamento pode trazer ganhos de eficiência adicionais (nota da Tabela 20).
- Regulações do controlo: o ponto de corte da bomba é escolhido na curva de desempenho da bomba para minimizar os ciclos de arranque e paragem e para se adequar a um controlo em função do consumo (10.32).
- Tamanho e número de bombas: todos os tipos, tamanhos e quantidades de bombas devem ser avaliados para a sustentabilidade da central (10.16). Em unidades sem cuidados agudos e com baixo consumo, bombas mais pequenas a partilhar o serviço podem melhorar a eficiência de funcionamento, desde que se mantenham a resiliência e a continuidade do abastecimento (10.10).
- Base do consumo: as unidades que não funcionam ininterruptamente devem considerar o consumo apenas no seu horário de funcionamento (4.44).
- Central em vez de unidades portáteis: as unidades móveis de aspiração elétrica não são adequadas como abastecimento principal, devido ao consumo de energia e à eficiência de cada bomba (10.11).
Velocidade variável
O HTM 02-01 pede que se considerem bombas de velocidade variável em todos os sistemas de evacuação de gases anestésicos, para responder a um consumo variável. Para o vácuo medicinal, o ULTRAVAC CLP existe numa versão de velocidade variável em que a bomba para e fica em espera quando não há consumo, e a Ultra Controlo afirma que, em velocidade variável, pode reduzir os custos de energia em cerca de 40%.
Arranques por hora
Em Portugal, a ACSS ET 03/2006 dimensiona o depósito de vácuo de forma a que cada bomba não faça mais de 20 arranques por hora. O dimensionamento do reservatório e as regulações do controlo acima também levam a menos arranques.
Mais perguntas
A aspiração portátil é mais eficiente do que uma central?
Não como abastecimento principal: o HTM 02-01 (2026) diz que as unidades móveis de aspiração elétrica não são adequadas para esse fim, devido ao consumo de energia e à eficiência de cada bomba.
O ULTRAVAC CLP para quando não há consumo de vácuo?
Na versão de velocidade variável, sim: a bomba para e fica em espera quando não há consumo, segundo a ficha técnica.
Fontes
- NHS England, HTM 02-01 Medical gas pipeline systems, Parte A (edição de 2026), parágrafos 4.44, 10.10, 10.11, 10.16, 10.19, 10.32, 12.24 e Tabela 20
- ACSS, ET 03/2006 v.2024, Especificações técnicas para gases medicinais e aspiração em edifícios hospitalares, secção 4.8
- Ficha técnica ULTRAVAC CLP, pp. 2 e 3
Os números da Ultra Controlo vêm das suas fichas técnicas. Os factos de terceiros foram lidos na fonte na data indicada.