Vácuo e AGSS
De quantas bombas de vácuo precisa uma central hospitalar?
Quantas bombas deve ter uma central de vácuo medicinal hospitalar para garantir redundância?
Resposta curta
Segundo o HTM 02-01 (2026), o guia da NHS England, e a ACSS, em Portugal, uma central de vácuo medicinal hospitalar tem três ou mais bombas: o HTM pede que o caudal de projeto se mantenha durante a manutenção de qualquer bomba e uma avaria adicional, e a ACSS pede três bombas de funcionamento automático, cada uma com 100% do caudal nominal.
HTM 02-01 (Inglaterra, 2026)
A configuração da central de vácuo baseia-se na BS EN ISO 7396-1 e consiste em três ou mais bombas. Estas são dispostas de modo que, durante a manutenção de qualquer bomba e uma avaria subsequente de qualquer componente (por exemplo, o sistema de controlo), as restantes bombas e componentes continuem a fornecer o caudal de projeto do sistema (10.17). O HTM dá exemplos de grupos de bombas:
| Grupo de bombas (HTM 02-01, Tabela 20) | Cada bomba dimensionada para |
|---|---|
| Triplex | 100% do caudal de projeto |
| Quadruplex | 50% do caudal de projeto |
| Sêxtuplo | 25% do caudal de projeto |
| Óctuplo | 17% do caudal de projeto |
No exemplo do HTM de uma central triplex, duas bombas formam o abastecimento principal, a terceira bomba o abastecimento secundário e os equipamentos de aspiração portáteis com bateria de reserva o abastecimento terciário (Tabela 21). Podem usar-se bombas mais pequenas se for ligada uma bomba temporária durante a manutenção para manter 100% do caudal de projeto.
Em unidades sem cuidados agudos e com baixo consumo de vácuo, como unidades de cuidados paliativos e unidades satélite de diálise, pode considerar-se uma central duplex, por exemplo com duas bombas que dão cada uma cerca de 50% do caudal de projeto, desde que se mantenham a resiliência e a continuidade do abastecimento; o nível de resiliência deve ser justificado por uma avaliação de risco (10.10).
- Nenhuma avaria de um único componente da unidade de controlo da central deve causar a perda da produção da central (10.46).
- Duas ou mais bombas não devem arrancar ao mesmo tempo quando a alimentação elétrica é ligada (10.47).
- O sistema de abastecimento de vácuo está ligado à alimentação elétrica essencial (10.42).
ACSS ET 03/2006 (Portugal, v.2024)
Três bombas de funcionamento automático, cada uma com 100% do caudal nominal, dispostas de modo que, durante a manutenção ou a falha de qualquer bomba, as outras garantam a continuidade do caudal de projeto do sistema (secção 4.8).
ULTRAVAC
Os sistemas centralizados ULTRAVAC são construídos com 1 a 12 bombas de vácuo. A tabela da ficha técnica lista centrais triplex desde o 3.10/200 (3 × 10 m³/h a 50 Hz) até ao 3.300/1000 (3 × 300 m³/h a 50 Hz).
Mais perguntas
A aspiração portátil conta como fonte de abastecimento?
No exemplo do HTM 02-01, os equipamentos de aspiração portáteis com bateria de reserva são o abastecimento terciário, de apoio às bombas da central.
Uma unidade pequena sem cuidados agudos pode usar duas bombas?
O HTM 02-01 (2026) permite considerar uma central duplex em unidades sem cuidados agudos e com baixo consumo, como as de cuidados paliativos, se a resiliência e a continuidade do abastecimento forem mantidas e justificadas por uma avaliação de risco.
Fontes
- NHS England, HTM 02-01 Medical gas pipeline systems, Parte A (edição de 2026), parágrafos 10.10, 10.17, 10.42, 10.46, 10.47 e Tabelas 20 e 21
- ACSS, ET 03/2006 v.2024, Especificações técnicas para gases medicinais e aspiração em edifícios hospitalares, secção 4.8
- Ficha técnica ULTRAVAC, p. 5
Os números da Ultra Controlo vêm das suas fichas técnicas. Os factos de terceiros foram lidos na fonte na data indicada.
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