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Vácuo e AGSS

Para onde deve descarregar o escape de uma central de vácuo medicinal?

Para onde deve descarregar o escape de uma central de vácuo medicinal, e porquê?

Resposta curta

Uma central de vácuo medicinal deve descarregar para o exterior, longe de janelas, entradas de ventilação e admissões de compressores de ar, como pede o HTM 02-01 (2026) em Inglaterra; a especificação portuguesa da ACSS pede igualmente um ponto afastado no exterior e longe das admissões de ar. Com bombas lubrificadas a óleo, o escape é suscetível de conter vapores de óleo.

O escape é a última etapa da central. No caminho para as bombas, o ar passa por um conjunto duplex de filtros bacteriológicos com purgadores de drenagem (HTM 02-01, 2026); a especificação portuguesa da ACSS coloca este sistema duplo de tratamento a montante dos depósitos, de modo a obter-se um escape isento de bactérias e de líquidos. O ponto de descarga continua a exigir cuidado, por razões de qualidade do ar, de ruído e de desempenho da central.

O que pede o HTM 02-01 (2026)

  • Terminar o escape longe de janelas, entradas de ventilação e admissões de compressores de ar e de outros equipamentos.
  • Virar o tubo para baixo contra a chuva e montar uma rede de proteção contra insetos, roedores e aves.
  • Fixar avisos à prova de intempérie no ponto de descarga que o identifiquem como ponto de descarga de vácuo medicinal que não pode ser obstruído.
  • Montar uma válvula de drenagem e um frasco coletor transparente no ponto mais baixo do tubo de escape.
  • Dimensionar o escape para que a sua contrapressão ao caudal de projeto do sistema seja compatível com o desempenho das bombas, e manter a saída afastada de superfícies sólidas que a possam obstruir.
  • Avaliar o ruído do escape e montar um silenciador onde o ruído possa ser um problema.
  • Não usar tubos de descarga comuns, para evitar refluxo ou efeito de venturi; o esquema da central no HTM mostra um escape individual com rede contra insetos.

Porque importa a localização

Qualidade do ar: o mesmo guia pede que as admissões dos compressores de ar medicinal sejam colocadas de forma a minimizar a contaminação pelas descargas do sistema de vácuo e do AGSS, e prevê vapores de óleo no escape das bombas lubrificadas a óleo. Desempenho: as bombas devem conseguir atingir um vácuo mais elevado do que aquele de que a rede precisa, para vencer a resistência dos filtros bacteriológicos e a contrapressão do escape, e é por isso que o escape tem de ser dimensionado para a bomba. Controlo de infeção: o vácuo central não deve ser ligado a uma unidade de doenças infeciosas e, quando uma central local dedicada serve uma dessas unidades, a localização do seu escape tem riscos de infeção específicos a considerar no projeto.

Em Portugal, a ACSS ET 03/2006 (v.2024) pede que o escape do vácuo vá para um ponto afastado no exterior e longe das admissões de ar.

As centrais ULTRAVAC são fornecidas com um, dois ou mais tubos de escape, dois filtros bacteriológicos com separador de líquidos e um coletor translúcido que recolhe os condensados do escape.

Mais perguntas

Várias bombas de vácuo podem partilhar um tubo de escape?

O HTM 02-01 (2026) diz que não se devem usar tubos de descarga comuns, para evitar refluxo ou efeito de venturi.

Para onde deve descarregar um AGSS?

O HTM 02-01 (2026) pede uma avaliação de risco e uma saída ao nível da cobertura a pelo menos 5 m das entradas de ar mecânicas e a 3 m das entradas passivas, não por cima de janelas ou portas que abram.

Fontes

Os números da Ultra Controlo vêm das suas fichas técnicas. Os factos de terceiros foram lidos na fonte na data indicada.

Revisto: · Engenharia da Ultra Controlo · Versão em Markdown

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