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Como se ligam os alarmes de gases medicinais a um BMS?

Como se ligam os alarmes de gases medicinais ao BMS do hospital: Modbus, BACnet ou contactos livres de potencial?

Resposta curta

Segundo o HTM 02-01 (2026) da NHS England, os alarmes de gases medicinais ligam-se ao sistema de gestão técnica centralizada (BMS) do hospital através de contactos de relé livres de potencial, apenas para monitorização: o sistema autónomo de alarme de gases medicinais mantém-se e o BMS não deve comandar a central.

A regra do HTM 02-01: monitorizar, não substituir

O HTM 02-01 (edição de 2026) diz que os alarmes de gases medicinais devem ser um sistema de alarme autónomo, que pode ser replicado noutros dispositivos apenas para monitorização. Os alarmes da central devem ser ligados ao BMS apenas para fins de monitorização, e o BMS não deve ser usado em substituição do sistema de alarme da central. Os alarmes de zona devem poder ser monitorizados pelo BMS, com uma saída prevista apenas para comunicação para o exterior. Para as rampas e as centrais de compressores, o guia acrescenta que o BMS deve apenas monitorizar e não deve comandar funções, alterações ou isolamentos da central. As ligações à chamada de enfermagem ou a sistemas gerais de gestão de alarmes são uma camada adicional, não uma substituição do sistema principal de alarme de gases medicinais.

A especificação ACSS ET 03/2006 de Portugal (revisão de 2024) pede que os sistemas de alarme associados aos redutores de pressão de cada serviço, e os sistemas de alarme do vácuo associados a cada serviço, permitam ligação ao sistema de automatização e controlo do edifício (SACE).

Contactos livres de potencial

A interface que o HTM 02-01 descreve é o contacto de relé livre de potencial. Pede relés de alarme energizados na condição fechada (fechado significa sem avaria, aberto significa avaria) e que abrem em caso de perda de alimentação. Uma avaria de gás, uma avaria do sistema ou uma falha de energia chegam então todas ao BMS como o mesmo contacto aberto, o que mantém a interface à prova de falhas. Nos sistemas de alarme da central, transmissores convertem os contactos livres de potencial da central ou da rampa num sinal multiplexado com monitorização da linha, e os cabos multicondutores de alarme devem servir apenas os alarmes de gases medicinais.

Modbus, BACnet e outras ligações de dados

O HTM 02-01 não nomeia um protocolo de dados como o Modbus ou o BACnet. Nos Estados Unidos, a edição de 2021 da NFPA 99 só permitia que um sistema informático substituísse um dos dois painéis de alarme principais exigidos em certas condições: funcionamento contínuo, supervisão dos dispositivos de interface, como interfaces eletrónicas ou cartas de 4 a 20 mA, para que a sua falha desse alarme, comunicação supervisionada com os sensores e a prioridade de um sinal de segurança da vida humana para os alarmes de gases medicinais; a NFPA indica agora a edição de 2027 como a edição em vigor. O HTM 02-01 pede também uma indicação de avaria do sistema se se perder a transmissão de dados entre os painéis e os transmissores.

No equipamento da Ultra Controlo

Nas centrais ULTRAOX, todos os alarmes estão numa interface para sinalização remota, e o quadro de comando está preparado para receber os cabos de alarme sem furação (ficha técnica ULTRAOX 2022, p. 16). As fichas técnicas ULTRAOX SC e ULTRAOX ST (p. 4) listam uma caixa de comando de informação complementar para sistemas de gestão técnica centralizada. As centrais de ar medicinal ULTRAAR SCA disponibilizam todos os alarmes numa interface para sinalização remota, e o ULTRASEG oferece, como opção, informação suplementar para um BMS. O sistema de ar comprimido industrial ACIH, que não é um gás medicinal, tem uma interface RS 485 Modbus RTU.

Mais perguntas

O BMS pode ser o único alarme de gases medicinais?

Não. O HTM 02-01 (2026) diz que o BMS não deve ser usado em substituição do sistema de alarme da central, e a edição de 2021 da NFPA 99 só permitia que um sistema informático supervisionado substituísse um dos dois painéis de alarme principais exigidos.

Porque estão os relés de alarme fechados quando não há avaria?

Para que uma falha de energia abra o contacto e apareça como avaria, tal como uma avaria de gás ou do sistema. O HTM 02-01 (2026) descreve isto como um projeto à prova de falhas que também simplifica a integração no BMS.

Fontes

Os números da Ultra Controlo vêm das suas fichas técnicas. Os factos de terceiros foram lidos na fonte na data indicada.

Revisto: · Engenharia da Ultra Controlo · Versão em Markdown

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