Ar medicinal
Ar cirúrgico (ar para acionar ferramentas cirúrgicas)
O ar cirúrgico, a que a ISO 7396-3 chama ar para acionar ferramentas cirúrgicas, é ar comprimido canalizado a uma pressão mais alta do que o ar medicinal para alimentar ferramentas cirúrgicas pneumáticas; o HTM 02-01 projeta-o para pelo menos 700 kPa na unidade terminal.
A ISO 7396-1 abrange os gases de acionamento cirúrgico com os outros gases da rede. As pressões variam com o documento: o HTM 02-01 (2026) trata o ar medicinal a 400 kPa e pede ar cirúrgico de pelo menos 700 kPa na unidade terminal com um caudal de 350 L/min, ou de 100 L/min para equipamento oftálmico, enquanto a ACSS ET 03/2006 portuguesa segue a ISO 7396-1 com 8 bar +2/−1 para instrumentos cirúrgicos.
O HTM 02-01 nota que o uso do ar cirúrgico está a diminuir à medida que se generalizam as ferramentas a bateria e elétricas. Onde é instalado, o abastecimento pode ser uma rampa de garrafas, uma central de compressores dedicada de 700 kPa ou uma central de compressores que sirva os sistemas de 700 kPa e de 400 kPa. Onde houver azoto disponível no local, pode ser usado em alternativa, com atenção ao risco de deficiência de oxigénio. A ISO 7396-3:2025 abrange também as unidades de mistura que combinam oxigénio e azoto em ar para acionar ferramentas cirúrgicas.
O ar cirúrgico não é o mesmo que o ar industrial do hospital: o sistema ACIH da Ultra Controlo fornece ar comprimido industrial e não é ar cirúrgico nem medicinal.
Fontes
- ISO 7396-1:2016, Medical gas pipeline systems, Part 1 (resumo da ISO)
- HTM 02-01 (2026) Parte A, parágrafos 4.48, 4.89, 8.2 a 8.4 (NHS England)
- ACSS ET 03/2006 v.2024, Gases medicinais (Portugal)
- ISO 7396-3:2025, Proportioning units (resumo da ISO)
- Ficha técnica ACIH, p. 2
Os números da Ultra Controlo vêm das suas fichas técnicas. Os factos de terceiros foram lidos na fonte na data indicada.