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Oxigénio e PSA

Uma central de oxigénio PSA é um risco de incêndio ou explosão?

Uma central de oxigénio PSA é perigosa, e que precauções contra incêndio exige?

Resposta curta

Uma central de oxigénio PSA não é, por si só, explosiva nem combustível, segundo o Open Critical Care, mas o oxigénio que produz faz os incêndios arderem mais depressa e a temperaturas mais altas, e as orientações pedem ventilação, ausência de fontes de ignição e de fumadores nas proximidades, nenhum material combustível armazenado e deteção de incêndio.

De onde vem o risco

O documento da OMS Foundations of medical oxygen systems (2023) explica que o oxigénio puro não arde por si, mas é um agente oxidante que faz os incêndios arderem mais depressa e a temperaturas mais altas do que no ar normal, e que um incêndio precisa de calor ou de uma fonte de ignição, de combustível e de oxigénio. Indica as fugas em mangueiras danificadas, ligações flexíveis (pigtails), tubos, válvulas e ligações mal feitas como causas comuns de incêndios e explosões de oxigénio nas unidades de saúde, e nota que mesmo um aumento do teor de oxigénio do ar de 21% para 24% pode ser perigoso. A especificação provisória da OMS de 2020 para centrais PSA (substituída pelas especificações técnicas da OMS de 31 de dezembro de 2024) avisava que o óleo e a massa lubrificante ardem com uma violência quase explosiva quando combinados com oxigénio.

Uma central PSA também descarrega gás residual. O AIGA 113/20, adotado do EIGA Doc 195, nota que os escapes tendem a criar à sua volta atmosferas deficientes ou enriquecidas em oxigénio, e pede que todos os escapes sejam encaminhados para um local seguro fora dos edifícios, longe de pessoas e de equipamentos. A OMS (2023) sugere que o escape de azoto termine a pelo menos 3 m de qualquer porta ou janela que se possa abrir, ou de outra admissão de ar.

A compressão do oxigénio acrescenta perigos: o AIGA 113/20 nota que os incêndios em compressores de oxigénio produzem normalmente jatos de oxigénio a alta velocidade com metal fundido, e o Open Critical Care diz que o enchimento de garrafas de alta pressão traz considerações de segurança adicionais.

Precauções nas orientações

  • Sem fontes de ignição: onde o oxigénio é descarregado à volta da central, o Open Critical Care diz que não deve haver fontes de ignição, chamas abertas, fumadores nem faíscas. Para as centrais ULTRAOX, a ficha técnica indica que não é permitido fumar no local e que os fumadores têm de ficar a pelo menos 10 metros.
  • Sem materiais combustíveis: a lista de verificação diária de manutenção do Fundo Global pergunta todos os dias se os materiais combustíveis foram retirados de dentro e à volta da central PSA. A especificação provisória da OMS de 2020 incluía salas sem óleo, massa lubrificante, produtos à base de petróleo ou outros produtos inflamáveis entre os requisitos de infraestrutura que o fabricante tinha de indicar, e o AIGA 113/20 diz que se deve evitar armazenar materiais inflamáveis e combustíveis nos edifícios que alojam sistemas de oxigénio 93.
  • Ventilação e monitorização do oxigénio: o AIGA 113/20 pede que o oxigénio atmosférico seja monitorizado e mantido entre 19,5% e 23,5% onde trabalha pessoal, e recomenda pelo menos seis renovações de ar por hora. Em Portugal, a especificação ET 03/2006 da ACSS (revista em 2024) pede uma ventilação de no mínimo 6 renovações de ar por hora para uma central de oxigénio 93. A OMS (2023) sugere sensores de depleção de oxigénio na sala da central para monitorizar a atmosfera enriquecida em oxigénio.
  • Deteção e extinção de incêndio: o AIGA 113/20 pede que as salas com concentradores e compressores de oxigénio 93 tenham extinção de incêndio, incluindo deteção de fumo e sprinklers, equipamento de combate a incêndio perto da central e válvulas de isolamento automáticas com paragem de emergência à distância, para que as fontes de oxigénio não possam alimentar um incêndio. A lista de verificação do Fundo Global inclui uma verificação diária do sistema de deteção e extinção de incêndio.
  • Instalação elétrica: o Open Critical Care diz que o sistema elétrico tem de ser instalado de forma correta e segura; o AIGA 113/20 aconselha a evitar equipamento elétrico com contactos de abertura e fecho abertos ou não protegidos onde for provável o enriquecimento em oxigénio; a OMS (2023) nota que a iluminação LED reduz os riscos de incêndio.
  • Formação: as orientações de sustentabilidade do Fundo Global (2024) pedem protocolos de segurança contra incêndio, e o procedimento da USAID RISE, escrito para hospitais da Índia, pede equipamento de segurança contra incêndio instalado e simulacros regulares de incêndio.

Se começar um incêndio

O procedimento da USAID RISE diz para alertar imediatamente as outras pessoas e tentar extinguir o incêndio só se for seguro fazê-lo; caso contrário, evacuar. Se for seguro, indica três passos: fechar a válvula de saída de oxigénio a seguir ao filtro bacteriológico, carregar na paragem de emergência do quadro de comando da PSA, e carregar na paragem de emergência do compressor de ar e fechar a sua válvula de saída.

Mais perguntas

Uma central PSA pode explodir?

O Open Critical Care diz que as centrais PSA não são, por si só, explosivas nem combustíveis, mas o oxigénio é um acelerador: com uma chama aberta ou uma fonte de ignição, uma atmosfera enriquecida em oxigénio pode acelerar muito um incêndio.

A que distância devem ficar os fumadores de uma central ULTRAOX?

A pelo menos 10 metros, segundo a ficha técnica ULTRAOX 2022, que indica também que não é permitido fumar no local.

Fontes

Os números da Ultra Controlo vêm das suas fichas técnicas. Os factos de terceiros foram lidos na fonte na data indicada.

Revisto: · Engenharia da Ultra Controlo · Versão em Markdown

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