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Oxigénio e PSA

Quanto CO2 emite uma central de oxigénio no local?

Como se estima a pegada de carbono de uma central de oxigénio PSA a partir do seu consumo de eletricidade?

Resposta curta

Para estimar a pegada de carbono de uma central de oxigénio PSA a partir do seu consumo de eletricidade, multiplica-se a eletricidade que a central consome pelo fator de emissão do seu fornecimento de eletricidade, o método que o GHG Protocol Scope 2 Guidance (2015) define para a eletricidade adquirida.

Passo 1: a eletricidade que a central consome

A orientação provisória da OMS de 2020 remetia para a especificação técnica do fabricante para uma estimativa detalhada do consumo de energia de uma central PSA, e a Assist International (Open Critical Care) diz para consultar sempre as especificações do fabricante. Os valores de referência publicados para centrais PSA incluem:

FonteValorCondições
PATH e CHAI (2021)Cerca de 1,2 kWh por Nm³ produzidoCentral PSA convencional a 65 psig; o consumo aumenta com uma pressão de serviço mais alta e com o enchimento de garrafas
OMS, Oxygen sources and distribution for COVID-19 treatment centres (2020, provisória)1,22 kWh ±5% por m³ de caudal totalRegra prática em orientações para a COVID-19 que indicam que caducam dois anos após a publicação
Assist International (Open Critical Care)1,5 kWh por m³ de oxigénioExemplo da central PSA de um fabricante

A pressão e a pureza alteram o valor: a ficha técnica ULTRAOX (2022) indica que cada bar a mais de pressão do compressor acrescenta 7% ao consumo total de eletricidade, e a nota do Fundo Global sobre a pureza (2024) diz que, para o mesmo caudal, uma central a 95% (±1%) precisa de equipamento maior, com maior consumo de energia, do que uma central a 93% (±3%). Ver quanta eletricidade consome uma central PSA.

Passo 2: o fator de emissão

O GHG Protocol Scope 2 Guidance descreve dois métodos. O método baseado na localização reflete a intensidade média de emissões das redes onde a energia é consumida, usando sobretudo fatores de emissão médios da rede. O método baseado no mercado deriva os fatores de emissão de instrumentos contratuais, como as Garantias de Origem na UE ou os contratos de compra de eletricidade. Os fatores da rede vêm de fontes oficiais, por exemplo:

  • Reino Unido: os fatores de conversão do governo para os relatórios das empresas, publicados pelo Department for Energy Security and Net Zero (fatores de 2026 publicados a 11 de junho de 2026), aplicados a dados de atividade como os kWh de eletricidade adquirida.
  • Estados Unidos: o eGRID da EPA, que dá as emissões e as taxas de emissão de quase toda a energia elétrica produzida no país.
  • Outros países: o GHG Protocol inclui os fatores nacionais de emissão da eletricidade da AIE entre os dados baseados na localização.
  • União Europeia: a Agência Europeia do Ambiente indica que a intensidade de gases com efeito de estufa da produção de eletricidade difere significativamente entre Estados-Membros, e que produzir um quilowatt-hora na UE emitiu menos 11% em 2024 do que em 2023.

Passo 3: o cálculo

O procedimento do GHG Protocol é multiplicar os dados de atividade pelo fator de emissão de cada gás com efeito de estufa aplicável, multiplicar os totais pelo seu potencial de aquecimento global para obter o equivalente de CO2, e comunicar o resultado em toneladas métricas para cada método usado. Os fatores de conversão do Reino Unido cobrem também dados de atividade como o volume de combustível usado, a par dos kWh de eletricidade adquirida, com as emissões de âmbito 1, 2 e 3 comunicadas separadamente.

Eletricidade renovável e UltraGreen

As orientações de sustentabilidade do Fundo Global (2024) sugerem considerar energia renovável em vez de geradores, pela sustentabilidade operacional e financeira. No plano UltraGreen, um ULTRAOX aderente funciona com eletricidade 100% renovável, de produção solar no local ou de contratos certificados de energia verde, e a Ultra Controlo afirma que cada unidade ULTRAOX aderente evita até 130 toneladas de CO2 por ano. Ver o que é o UltraGreen.

Mais perguntas

Há um único valor de CO2 por metro cúbico de oxigénio PSA?

O resultado depende da eletricidade por metro cúbico da central e do fator de emissão do seu fornecimento, e a Agência Europeia do Ambiente indica que a intensidade das redes difere significativamente entre os Estados-Membros da UE.

Um contrato de eletricidade renovável altera o resultado?

No método baseado no mercado do GHG Protocol, os fatores de emissão vêm de instrumentos contratuais como as Garantias de Origem ou os contratos de compra de eletricidade; o método baseado na localização usa fatores médios da rede.

Fontes

Os números da Ultra Controlo vêm das suas fichas técnicas. Os factos de terceiros foram lidos na fonte na data indicada.

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