Ultra Controlo Biblioteca de gases medicinais

Assistência e projetos

Como pode um hospital reduzir o consumo de energia das centrais de gases?

Como pode um hospital reduzir a eletricidade consumida pelas suas centrais de oxigénio, de ar e de vácuo?

Resposta curta

Um hospital pode reduzir a eletricidade consumida pelas centrais de oxigénio, de ar e de vácuo ajustando a produção ao consumo com variadores de velocidade e comandos em função do consumo, pondo os compressores a trabalhar sem mais pressão do que a necessária para o sistema, reparando fugas, não sobrespecificando a pureza do oxigénio e dimensionando os reservatórios para limitar os ciclos de arranque e paragem.

Ajustar a produção ao consumo

Segundo o HTM 02-01 (2026), o guia da NHS England, todos os projetos de centrais de ar medicinal devem considerar compressores com variador de velocidade (VSD), e uma única central de dupla função que forneça ar cirúrgico e ar medicinal com VSD é descrita como a solução mais sustentável e eficiente, que deve ser especificada. A eficiência da central exprime-se em ar livre fornecido à rede por kWh, com um mínimo de 5 m³/kWh tanto a 100% como a 10% do caudal de projeto, e a potência com caudal nulo deve ser inferior a 1% da potência a 100% do caudal de projeto. Para as centrais de vácuo, o guia pede um reservatório dimensionado para minimizar os ciclos de arranque e paragem, um ponto de paragem na curva de desempenho da bomba escolhido pela mesma razão e uma avaliação dos tipos, dimensões e quantidades de bombas para melhorar a sustentabilidade; devem ser consideradas bombas com VSD para todos os sistemas de evacuação de gases anestésicos (AGSS). Os locais que não estão abertos 24 horas por dia, 7 dias por semana, devem basear o consumo de gases medicinais apenas no seu horário de funcionamento.

Uma ficha de conselhos do Departamento de Energia dos Estados Unidos de 2004 sobre ar comprimido nota que os compressores a funcionar em carga parcial são em geral menos eficientes do que em plena carga, e aconselha a traçar um perfil de pressão e de consumo antes de investir em comandos adicionais.

Manter a pressão tão baixa quanto o sistema permite

A ficha técnica ULTRAOX (2022) indica que cada aumento de 1 bar na pressão do compressor acrescenta 7% ao consumo total de eletricidade, e a ficha técnica do secador ULTRASEC situa a potência adicional em cerca de 7% da potência instalada do motor por bar. A PATH e a CHAI (2021) notam que o consumo de energia da PSA aumenta com pressões de serviço mais altas e quando é preciso encher garrafas. Entre as suas sugestões para o uso racional do oxigénio, o documento da OMS Foundations of medical oxygen systems (2023) aconselha a monitorizar e, quando possível, reduzir a pressão de trabalho da rede.

Encontrar e reparar fugas

Uma ficha de conselhos do Departamento de Energia dos Estados Unidos de 2004 sobre ar comprimido industrial diz que as fugas desperdiçam muitas vezes 20 a 30% da produção de um compressor e que as taxas de fuga aumentam com a pressão do sistema. Acrescenta que reparar as fugas uma vez não basta, recomenda um programa de prevenção de fugas, e diz que o tempo de funcionamento do compressor tem depois de ser reduzido para acompanhar o consumo mais baixo. Os métodos para encontrar fugas numa rede hospitalar estão em como detetar fugas numa rede de gases medicinais.

Não sobrespecificar a pureza do oxigénio

Uma nota informativa do Fundo Global (3 de abril de 2024) diz que uma central especificada a 95 ± 1% precisa de equipamento maior do que uma a 93 ± 3% para fornecer o mesmo caudal, com custos de exploração mais altos devido ao maior consumo de energia. Como referência, a PATH e a CHAI situam uma central PSA convencional em aproximadamente 1,2 kWh por Nm³ produzido a 65 psig, conforme a eficiência do sistema e a pressão de serviço do oxigénio.

O que indicam as fichas técnicas da Ultra Controlo

  • As centrais ULTRAOX arrancam e param a produção de oxigénio automaticamente em resposta ao consumo do sistema de distribuição de oxigénio (ficha técnica ULTRAOX 2022, p. 6).
  • O compressor ULTRASCREW de velocidade variável dá poupanças de energia até 35% (ficha técnica ULTRASCREW).
  • Em velocidade variável, a bomba de vácuo de garras ULTRAVAC CLP pode reduzir os custos de energia em cerca de 40% (ficha técnica ULTRAVAC CLP).
  • Um ULTRAOX aderente ao programa UltraGreen funciona com eletricidade 100% renovável, e a Ultra Controlo indica um ganho de 35% em eficiência energética face a instalações PSA de referência.

Mais perguntas

Quanta energia custa cada bar a mais de pressão do compressor?

A ficha técnica ULTRAOX (2022) indica mais 7% de consumo total de eletricidade por cada aumento de 1 bar na pressão do compressor; a ficha técnica do ULTRASEC dá cerca de 7% da potência instalada do motor.

Os compressores de ar medicinal devem ter variadores de velocidade?

O HTM 02-01 (2026) diz que todos os projetos de centrais de ar medicinal devem considerar compressores com VSD e que deve ser especificada uma central de dupla função de ar cirúrgico e ar medicinal com VSD.

Fontes

Os números da Ultra Controlo vêm das suas fichas técnicas. Os factos de terceiros foram lidos na fonte na data indicada.

Revisto: · Engenharia da Ultra Controlo · Versão em Markdown

Relacionado