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Como se encontram fugas numa rede de gases medicinais?

Como se encontram e medem as fugas numa rede de gases medicinais hospitalar?

Resposta curta

As fugas numa rede de gases medicinais hospitalar medem-se com um ensaio de queda de pressão, mantendo uma secção isolada sob pressão ou vácuo, com manómetros digitais calibrados, durante um tempo definido, e localizam-se depois com líquido detetor de fugas compatível com oxigénio ou com detetores ultrassónicos; as unidades terminais verificam-se com uma ficha de ensaio.

Medir as fugas: o ensaio de queda de pressão

Segundo o HTM 02-01 (2026), o guia da NHS England, o ensaio da tubagem em bruto numa rede nova destina-se a demonstrar que não há fugas no sistema. Usa equipamento eletrónico de medição de pressão com uma resolução de pelo menos 0,01 kPa em 10.000 kPa, e azoto como gás de ensaio, para que uma fuga ou uma ligação cruzada possa ser corrigida de imediato. Durante um período de ensaio de pelo menos duas horas, depois de o sistema estar cheio e estabilizado, a perda de pressão deve ficar abaixo de 0,2 kPa nos sistemas de 400 kPa e no vácuo e abaixo de 0,5 kPa nos sistemas de 700 kPa, sem qualquer tolerância para a temperatura. Se houver alguma dúvida quanto à exatidão dos manómetros, o ensaio deve ser prolongado para 24 horas, e as correções de temperatura pela lei dos gases só devem ser usadas num ensaio de 24 horas com grandes variações de temperatura entre o início e o fim. O ensaio de pressão da rede, feito mais tarde a cerca da pressão normal de trabalho, usa os mesmos limites, e um sistema de vácuo não deve mostrar qualquer perda de vácuo.

Localizar a fuga

A Parte B do HTM 02-01 inclui um ensaio de fugas da rede de 2 a 24 horas à pressão ou ao vácuo de trabalho com manómetros digitais (PPLx), e um ensaio de fugas com líquido detetor de fugas (PPLF), usado em geral em pequenas modificações com menos de 20 juntas em que todas as juntas são acessíveis. O ensaio de fugas do vácuo isola a zona, baixa o vácuo até um nível definido e monitoriza-o com manómetros digitais durante 15 minutos. Nas suas precauções para a troca de garrafas, a Parte B acrescenta que só devem ser usados líquidos detetores de fugas compatíveis com oxigénio, que o excesso de spray deve ser limpo com um pano limpo e húmido, e que não se deve usar uma chama nua nem um cigarro aceso para procurar fugas. No ensaio estático de uma rampa de garrafas, um ensaio com sabão pode acompanhar o ensaio com manómetro, mas não substituí-lo, e os detetores de fugas ultrassónicos podem acelerar a procura sem substituir o ensaio estático; qualquer queda de pressão indica uma fuga que deve ser encontrada, corrigida e novamente ensaiada.

Uma ficha de conselhos do Departamento de Energia dos Estados Unidos de 2004 sobre ar comprimido industrial recomenda um detetor acústico ultrassónico para encontrar fugas e indica os locais habituais: acoplamentos, mangueiras, tubos, acessórios, juntas de tubagem, engates rápidos, purgadores de condensados, válvulas, flanges e vedantes de rosca.

Verificações durante a exploração

  • Unidades terminais: o HTM 02-01 Parte B pede que todas as unidades terminais, exceto as de AGSS, sejam ensaiadas trimestralmente, inserindo uma ficha de ensaio para verificar a especificidade do gás, o funcionamento mecânico e as fugas.
  • Tubagem à vista: os troços exteriores, e os troços interiores em colunas montantes ou corredores, devem ser inspecionados pelo menos uma vez por ano, incluindo quanto a fugas nos acessórios.
  • Protóxido de azoto: o HTM 02-01 diz que o desperdício de protóxido de azoto ocorre muitas vezes por fugas da rede para a atmosfera antes do ponto de utilização; dado o seu potencial de aquecimento global, deve ser feito um ensaio de pressão anual do sistema e, onde isso é difícil, como na maternidade, os componentes individuais devem ser ensaiados quanto a fugas no âmbito da manutenção.
  • Centrais PSA: um procedimento operativo do programa RISE, financiado pela USAID (março de 2022), escrito para hospitais da Índia, inclui uma verificação mensal de fugas nos tubos e mangueiras, e as orientações do Fundo Global para a colocação em serviço (28 de agosto de 2024) pedem ensaios de fugas desde o compressor até à tomada à cabeceira e um ensaio da tubagem durante 24 horas a 20% acima da pressão de serviço, confirmando que não desce mais de 10%.

Fugas e valores de consumo

O Open Critical Care avisa que as fugas na infraestrutura de oxigénio, como um debitómetro não utilizado deixado aberto, reguladores de pressão mal montados ou tubos e tubagens fissurados, são uma razão comum para subestimar o consumo de oxigénio. Para uma central PSA que abastece diretamente a rede, sugere registar o caudal com um caudalímetro mássico, que também pode detetar problemas de caudal. As formas de reduzir estas perdas estão em como reduzir o desperdício de oxigénio.

Mais perguntas

Quanto tempo dura um ensaio de pressão de gases medicinais?

Segundo o HTM 02-01 (2026), os ensaios de pressão da tubagem em bruto e da rede duram pelo menos duas horas, prolongados para 24 horas se houver alguma dúvida quanto à exatidão dos manómetros.

Pode usar-se qualquer spray de deteção de fugas em equipamento de oxigénio medicinal?

Não. Nas suas precauções para a troca de garrafas, o HTM 02-01 Parte B diz que só devem ser usados líquidos detetores de fugas compatíveis com oxigénio, e que o excesso de spray deve ser limpo com um pano limpo e húmido.

Fontes

Os números da Ultra Controlo vêm das suas fichas técnicas. Os factos de terceiros foram lidos na fonte na data indicada.

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