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Redes de gases

Como se ensaia a pressão de uma rede de gases medicinais para fugas?

Como se faz o ensaio de pressão para fugas de uma rede de gases medicinais nova?

Resposta curta

Segundo o HTM 02-01, o guia da NHS England, uma rede de gases medicinais nova é ensaiada à pressão em duas fases, primeiro a tubagem em bruto cheia de azoto e depois o sistema completo com as tomadas montadas, verificando com um manómetro eletrónico de precisão que a pressão se mantém durante pelo menos duas horas.

A ISO 7396-1, a norma internacional para redes de gases medicinais, inclui requisitos de ensaio e de colocação em serviço. O procedimento abaixo é do HTM 02-01 Parte A, o guia publicado pela NHS England em agosto de 2026; outras normas fixam as suas próprias pressões e durações.

Fase 1: ensaio da tubagem em bruto

  • Só se ensaia a tubagem da primeira fase: as unidades terminais, os pressostatos, as válvulas de segurança e outro equipamento auxiliar ficam excluídos, e as válvulas de zona e de linha estão abertas.
  • Cada sistema é ensaiado sozinho, com uma separação física dos sistemas adjacentes. Não deve ser permitido combinar vários sistemas no mesmo ensaio, porque isso introduz um risco de contaminação cruzada.
  • O HTM 02-01 diz que os ensaios devem ser feitos com azoto, para que uma fuga ou uma ligação cruzada possa ser corrigida de imediato.
  • Pressões de ensaio: 1000 kPa para os sistemas de oxigénio, protóxido de azoto, oxigénio/protóxido de azoto e ar medicinal a 400 kPa, e 1800 kPa para o ar cirúrgico a 700 kPa.
  • Durante pelo menos duas horas depois do enchimento e da estabilização, a perda de pressão deve ser inferior a 0,2 kPa nos sistemas de 400 kPa e no vácuo, e inferior a 0,5 kPa nos sistemas de 700 kPa, medida com equipamento eletrónico com uma resolução de 0,01 kPa em 10.000 kPa.
  • Não se faz nenhuma correção de temperatura em duas horas. Se a exatidão do instrumento estiver em dúvida, o ensaio é prolongado para 24 horas e, nesse ensaio, podem usar-se as leis dos gases para corrigir grandes variações de temperatura.

Fase 2: ensaio da rede

Depois de abertas todas as válvulas e instaladas as unidades terminais e os outros componentes da segunda fase, o sistema completo é ensaiado de novo quanto a fugas a cerca da pressão normal de trabalho, com o mesmo critério de aceitação durante pelo menos duas horas. Cada unidade terminal tem um tampão “Do not use” (não utilizar) até que o Controlador da Qualidade (MGPS) liberte o sistema para uso nos doentes.

As redes de vácuo têm um ensaio de fugas próprio, em que não deve haver perda de vácuo durante pelo menos duas horas.

Outros procedimentos

Nem todos os documentos usam estes valores. Uma apresentação de 2024 do Fundo Global e da Build Health International sobre a colocação em serviço de centrais de oxigénio PSA pede um ensaio de pressão da tubagem de 24 horas a 20% acima da pressão de serviço, com uma descida não superior a 10%, e ensaios de fugas desde o compressor até à tomada à cabeceira do doente. Depois da reparação de um tubo, o HTM 02-01 Parte B descreve uma purga com o gás de serviço para remover o azoto residual, seguida de um ensaio de pressão à pressão normal de trabalho com o gás de serviço.

Mais perguntas

Porque se usa azoto no ensaio?

O HTM 02-01 especifica o azoto para que, se for encontrada uma fuga ou uma ligação cruzada, possam ser tomadas de imediato medidas corretivas.

Quanto tempo dura o ensaio de pressão?

Pelo menos duas horas no HTM 02-01, prolongado para 24 horas se a exatidão do equipamento de medição da pressão estiver em dúvida.

Fontes

Os números da Ultra Controlo vêm das suas fichas técnicas. Os factos de terceiros foram lidos na fonte na data indicada.

Revisto: · Engenharia da Ultra Controlo · Versão em Markdown

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