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Redes de gases

Porque se brasa a tubagem de gases medicinais com purga de azoto?

Porque se faz a brasagem dos tubos de cobre de gases medicinais com uma purga de azoto?

Resposta curta

Os tubos de cobre de gases medicinais são brasados com azoto isento de oxigénio a circular no seu interior para que não se forme óxido dentro dos tubos e acessórios e a junta mantenha o interior brilhante e limpo; o HTM 02-01 (2026) em Inglaterra e a especificação da ACSS em Portugal exigem ambos esta proteção interna de azoto.

O HTM 02-01 (2026), o guia da NHS England para redes de gases medicinais, pede que se use azoto isento de oxigénio (OFN) como proteção interna de gás inerte em todas as redes de gases medicinais, para evitar a formação de óxidos no interior dos tubos e acessórios. Com essa proteção, a junta fica com o interior brilhante e limpo. As partículas contam porque podem afetar negativamente a qualidade do gás fornecido, e é por isso que uma rede nova é sujeita a um ensaio de partículas em cada unidade terminal.

Como se faz a purga de azoto

  • O OFN é introduzido na tubagem pré-montada e ainda não brasada através de um regulador de pressão e de um controlador de caudal ou dispositivo de regulação de caudal.
  • A rede é primeiro purgada para retirar o ar; depois mantém-se um caudal contínuo e estável no tubo durante a brasagem, para que o ar não possa entrar.
  • As extremidades dos tubos podem ser tamponadas para dirigir o azoto; as juntas em T exigem atenção especial, e os tubos próximos não podem oxidar com o calor.
  • A ligação entre a tubagem e a alimentação de azoto tem de ser estanque.
  • Depois da brasagem, a linha continua a ser purgada para retirar o gás de proteção e quaisquer outras partículas.
  • A tubagem não deve ficar montada a seco e por brasar durante mais de 72 horas.

A brasagem propriamente dita

Em obra, o HTM 02-01 só admite juntas cobre com cobre, à exceção das juntas mecânicas, feitas com uma liga de brasagem de prata, cobre e fósforo (CP104 segundo a BS EN ISO 17672) e sem fluxo, aquecidas com maçaricos de GPL/oxigénio; não se deve usar acetileno. As juntas a latão, bronze de canhão ou bronze são feitas pelos fabricantes com fluxo e depois limpas quimicamente e desengorduradas para serviço de oxigénio. A especificação portuguesa da ACSS exige igualmente tubagens "soldadas com a passagem de um gás inerte no seu interior (azoto)", e que a solda tenha "um teor mínimo de prata de 40%".

Como se verificam as juntas

Juntas de amostra são cortadas longitudinalmente e inspecionadas: o interior deve estar limpo e sem óxidos nem partículas, e a liga de brasagem deve penetrar pelo menos três vezes a espessura da parede do tubo ou 3 mm, consoante o que for maior. Segue-se um ensaio de partículas com filtro de membrana em cada unidade terminal de um sistema novo.

Segurança

Em espaços confinados, o HTM pede que o espaço seja ventilado ou que o gás de proteção seja encaminhado para fora por tubagem, e que o teor de oxigénio do ar seja monitorizado. As garrafas de azoto devem ficar separadas das garrafas de gases medicinais e ser retiradas da obra no fim do contrato.

Mais perguntas

A purga de azoto pode ser dispensada?

Segundo o HTM 02-01 (2026), só em certas juntas, como as ligações a redes existentes, por acordo entre a Pessoa Autorizada (MGPS), o Engenheiro Autorizador (MGPS) e a empresa instaladora da rede; mesmo assim, é preciso purgar para retirar detritos.

Porque não se usa fluxo em obra?

O HTM 02-01 limita as juntas feitas em obra à brasagem cobre com cobre com uma liga que dispensa fluxo; as juntas a latão, bronze de canhão ou bronze usam fluxo e são feitas pelos fabricantes, que removem quimicamente os resíduos e limpam o conjunto para serviço de oxigénio.

Fontes

Os números da Ultra Controlo vêm das suas fichas técnicas. Os factos de terceiros foram lidos na fonte na data indicada.

Revisto: · Engenharia da Ultra Controlo · Versão em Markdown

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