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Redes de gases

Porque tem a tubagem de gases medicinais de ser limpa para oxigénio?

Porque têm os tubos e acessórios de gases medicinais de ser limpos para serviço de oxigénio?

Resposta curta

Os tubos e acessórios de gases medicinais têm de ser limpos para serviço de oxigénio porque o oxigénio alimenta fortemente a combustão e é muito perigoso em contacto com óleo e massa lubrificante, e porque as partículas podem afetar negativamente a qualidade do gás fornecido, como explica o HTM 02-01 (2026).

Os dois riscos

  • Incêndio: o HTM 02-01 (2026) descreve o oxigénio como não inflamável mas forte comburente, e muito perigoso em contacto com óleos, massas lubrificantes, substâncias do tipo alcatrão e muitos plásticos. O óleo e a massa lubrificante na presença de oxigénio e protóxido de azoto a alta pressão podem entrar em combustão, e uma pressurização rápida pode provocar ignição por compressão adiabática, sobretudo quando há contaminantes como óleo ou massa lubrificante.
  • Qualidade do gás: os gases medicinais são medicamentos, e o HTM nota que as partículas podem afetar negativamente a qualidade do gás fornecido. Até a fita de PTFE está excluída nos sistemas de oxigénio, porque os fragmentos podem obstruir as unidades terminais e constituir um risco de incêndio com oxigénio a alta pressão.

O que as normas exigem

  • Tubo: a EN 13348:2016 abrange os tubos redondos de cobre sem costura para gases medicinais ou vácuo, de 6 mm a 219 mm de diâmetro exterior, para pressões de serviço até 2000 kPa. O HTM 02-01 pede que todos os tubos sejam limpos e desengordurados para serviço de oxigénio, isentos de partículas e de resíduos tóxicos segundo a BS EN 13348, e tamponados individualmente nas duas extremidades.
  • Acessórios: limpos e desengordurados para serviço de oxigénio e selados individualmente em sacos de plástico.
  • Ferramentas e materiais: só ferramentas e matrizes isentas de óleo e de massa lubrificante; tubos cortados com corta-tubos de roda, não com serrote, para evitar partículas de cobre; qualquer lubrificante de expansão compatível com oxigénio; vedantes líquidos ou em gel só se ensaiados segundo a BS EN ISO 15001.
  • Prática em obra: os troços de rede são tamponados logo que concluídos, para impedir a entrada de detritos.
  • Vácuo e AGSS: o desengorduramento não é essencial para a qualidade, mas o HTM 02-01 pede também aí tubo desengordurado, para evitar confusões.
  • Compatibilidade com oxigénio: a ISO 15001:2010 fixa requisitos de compatibilidade com oxigénio para materiais, componentes e dispositivos de equipamento de anestesia e respiratório, como as redes de gases medicinais, em contacto com oxigénio acima de 50 kPa, com orientações sobre seleção de materiais, limpeza e análise de risco.

Em Portugal, a ACSS ET 03/2006 (v.2024) exige redes de gases medicinais em tubo de cobre segundo a EN 13348.

Verificado antes da utilização

As redes de gases medicinais são construídas com componentes limpos quimicamente e tamponados, com juntas feitas sob gás de proteção, mas mesmo assim pode haver contaminação em obra. Num sistema novo, o HTM 02-01 pede um ensaio de partículas com filtro de membrana em cada unidade terminal, e um Controlador da Qualidade (MGPS) verifica depois a identidade e a qualidade dos gases.

Mais perguntas

A tubagem de vácuo precisa de limpeza para oxigénio?

O HTM 02-01 (2026) diz que desengordurar a tubagem de vácuo não é essencial para a qualidade, mas que se devem usar tubos e acessórios desengordurados, porque o vácuo é muitas vezes instalado ao lado das redes de gases medicinais.

Pode usar-se fita de PTFE na tubagem de oxigénio?

Não. O HTM 02-01 (2026) diz que a fita de PTFE não é um material de vedação aceitável em sistemas de oxigénio nem em centrais de abastecimento.

Fontes

Os números da Ultra Controlo vêm das suas fichas técnicas. Os factos de terceiros foram lidos na fonte na data indicada.

Revisto: · Engenharia da Ultra Controlo · Versão em Markdown

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