Redes de gases
Que tubo de cobre se usa nos gases medicinais?
Que tubo de cobre se usa nas redes de gases medicinais, e o que exige a EN 13348?
Resposta curta
A EN 13348 é a norma europeia para tubos redondos de cobre sem costura para redes de gases medicinais ou de vácuo, para diâmetros exteriores de 6 mm a 219 mm e pressões de serviço até 2 000 kPa; o HTM 02-01 da NHS England e a ACSS em Portugal pedem-na, bem como a brasagem com proteção interna de azoto.
O que abrange a EN 13348
A EN 13348:2016 é a norma de produto do CEN para tubos redondos de cobre sem costura para redes de gases medicinais ou de vácuo. Fixa requisitos, amostragem, métodos de ensaio e condições de entrega para tubos de 6 mm até 219 mm inclusive de diâmetro exterior, destinados a pressões de serviço até 2 000 kPa. As orientações nacionais remetem diretamente para ela: o HTM 02-01 da NHS England (edição de 2026) pede tubos limpos e desengordurados para serviço de oxigénio e isentos de partículas e resíduos tóxicos, de acordo com a BS EN 13348, e a especificação ACSS ET 03/2006 de Portugal pede que as redes sejam executadas em tubo de cobre, de acordo com a norma EN 13348.
A prática no HTM 02-01 da NHS England (2026)
- Material: cobre desoxidado com fósforo, não arsenical, da classe CW024A (Cu-DHP), segundo a BS EN 1412, em diâmetros exteriores métricos.
- Estados de têmpera: R250 (meio duro) em 15, 22, 28, 35, 42 e 54 mm, adequado para curvar; R290 (duro) em 35, 42 e 54 mm e acima, não para curvar; R220 em rolos recozidos.
- Entrega: cada tubo tamponado nas duas extremidades e identificado como tubo para gases medicinais; acessórios selados individualmente em sacos de plástico.
- Acessórios: acessórios capilares de alimentação pela extremidade segundo a BS EN 1254-1.
- Ligações: as ligações cobre-cobre são brasadas no local com a liga de prata-cobre-fósforo CP104 segundo a BS EN ISO 17672, sem fluxo, com maçaricos de GPL/oxigénio; não deve ser usado acetileno.
- Proteção inerte: durante a brasagem, faz-se passar azoto isento de oxigénio pelo tubo para que não se formem óxidos no interior.
- Corte: só corta-tubos de roda, não serrotes, para manter as partículas de cobre fora da linha.
- Inspeção: como referência, um acessório em cada 200 é cortado e examinado, com um mínimo de dois por rede; a penetração da liga de brasagem deve ser de pelo menos três vezes a espessura da parede do tubo ou 3 mm, consoante o que for maior.
| Diâmetro exterior (mm) | Intervalo máximo entre suportes (m) |
|---|---|
| Até 15 | 1,5 |
| 22 a 28 | 2,0 |
| 35 a 54 | 2,5 |
| >54 | 3,0 |
Os intervalos entre suportes acima são os da Tabela 27 do HTM 02-01 Parte A. O tubo desengordurado também se usa nas linhas de vácuo, não porque o vácuo o exija, mas para evitar confusões quando a mesma empresa instala ambos. Alternativas ao cobre rígido, como o tubo metálico corrugado, podem ser consideradas quando se demonstra a plena conformidade com a BS EN ISO 7396-1 e o produto tem marcação CE e é validado pelo Engenheiro Autorizador (MGPS) e pelo grupo de segurança dos gases medicinais (Medical Gas Safety Group).
As regras diferem de país para país
A ACSS ET 03/2006 de Portugal (revisão de 2024) pede que as ligações sejam soldadas com a passagem de um gás inerte (azoto) no seu interior e que a solda possua um teor mínimo de prata de 40%, admite tubagem flexível segundo a NP EN 739 apenas onde não se pode usar cobre, como nas salas de ressonância magnética, e exige que as redes sejam ligadas à terra. Confirme a especificação nacional antes de escolher a liga de adição, o estado de têmpera do tubo e o regime de inspeção das ligações.
Mais perguntas
A tubagem de vácuo medicinal precisa de cobre desengordurado?
O HTM 02-01 (2026) diz que o desengorduramento não é essencial para a qualidade do vácuo, mas que se devem usar tubos e acessórios desengordurados para que as instalações de vácuo e de gases não sejam confundidas.
O cobre dos gases medicinais pode ser unido com acessórios mecânicos?
O HTM 02-01 (2026) admite ligações mecânicas quando a brasagem representaria um risco de incêndio grave e inevitável, com o acordo da Pessoa Autorizada (MGPS), com integridade estrutural comparável à dos acessórios brasados e sem materiais elastoméricos.
Fontes
- EN 13348:2016 (DIN EN 13348:2016-11), DIN Media
- HTM 02-01 (2026) Parte A, parágrafos 15.67 a 15.98 e Tabela 27, NHS England
- ACSS ET 03/2006 v.2024, secção 7.1 Tubagens
Os números da Ultra Controlo vêm das suas fichas técnicas. Os factos de terceiros foram lidos na fonte na data indicada.