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Redes de gases

Que ensaios se fazem ao colocar em serviço uma rede de gases medicinais?

Que ensaios se fazem antes de aceitar uma nova rede de gases medicinais: fugas, ligações cruzadas, partículas, pureza?

Resposta curta

Segundo o HTM 02-01 (2026) da NHS England, colocar em serviço uma rede de gases medicinais implica ensaios de pressão e de fugas da tubagem, de ligações cruzadas e de zonamento das válvulas, das unidades terminais, de caudal, de alarmes e de partículas e, por fim, o controlo da identidade e da qualidade do gás nas unidades terminais antes da entrega para uso nos doentes.

A ISO 7396-1 fixa requisitos para o ensaio e a colocação em serviço das redes, e em Portugal a ACSS ET 03/2006 pede que os ensaios necessários sejam efetuados de acordo com o previsto nas normas ISO 7396-1 e ISO 7396-2. Um procedimento público detalhado é o HTM 02-01 da NHS England (edição de 2026), que divide o programa em quatro fases: verificações prévias à colocação em serviço, ensaios da tubagem em bruto, ensaios do sistema completo com as unidades terminais de segunda fase montadas e com gás de ensaio, e ensaios de identidade, qualidade e pureza dos gases medicinais pelo Controlador da Qualidade (MGPS) antes da entrega.

Os ensaios do HTM 02-01

FaseEnsaios (formulário do HTM 02-01)
Tubagem em brutoInspeção da brasagem (B2); rotulagem, mangas e suportes (B4); ensaio de pressão da tubagem em bruto (B5), por exemplo 1000 kPa para os gases a 400 kPa e 1800 kPa para o ar cirúrgico
Sistema de abastecimentoConformidade da sala técnica, da sala das rampas e do armazém de garrafas; central de ar, estações de redução de pressão, central de vácuo, central de evacuação de gases anestésicos, rampas e sistemas de gás liquefeito (B8 a B14)
RedeEnsaio de pressão à pressão normal de trabalho, ou a 200 kPa nos sistemas de pressão negativa (B18); ensaio de fugas do vácuo (B19); ensaio de partículas do engenheiro (B20); ensaio de ligações cruzadas (B21)
Válvulas e tomadasEnsaios de fecho, zonamento, NIST e identidade das válvulas de linha e das AVSU (B22, B23); ensaios das unidades terminais (B24); purga e enchimento (B25); desempenho ao caudal de projeto (B26)
AlarmesEnsaios dos alarmes da central (B27); ensaios dos alarmes locais (B28)
Controlo da qualidadeEnsaio de partículas com o gás de serviço (B29); identidade e qualidade face às monografias da Farmacopeia Britânica em todas as unidades terminais, pontos de abastecimento e centrais (B30)
ConclusãoRegisto de chaves (B31); remoção dos tampões "Do not use" (não utilizar) (B32); certificado de conclusão (B33)

Os ensaios de engenharia são feitos por uma Pessoa Competente (MGPS) e os ensaios de controlo da qualidade por um Controlador da Qualidade (MGPS). O Engenheiro Autorizador, a Pessoa Autorizada e o Controlador da Qualidade devem ser independentes entre si e da empresa instaladora. Todos os componentes são ensaiados, sem ensaios por lote ou por amostragem, e os tampões "Do not use" (não utilizar) ficam nas unidades terminais até o controlo da qualidade estar concluído, para que nenhum equipamento possa ser ligado a uma rede não ensaiada.

A sequência da NFPA 99

A edição de 2021 da NFPA 99 seguia uma lógica semelhante em duas etapas; a NFPA indica agora a edição de 2027 como a atual. Primeiro vinham os ensaios iniciais: depois da purga por sopragem da tubagem de distribuição, cada secção era ensaiada à pressão a 1,5 vezes a pressão de serviço, mas não menos de 1035 kPa (150 psi), com cada junta verificada com um produto de deteção de fugas compatível com o oxigénio. Seguia-se a verificação, que no capítulo dos gases dentários dessa edição era feita por uma entidade diferente da empresa instaladora, certificada segundo a ASSE 6030, com ensaios que incluíam pressão estática, ligações cruzadas, purga, partículas, pureza, pressão operacional e concentração do gás. O CSA Group descreve a CSA Z7396.1:22 como a norma que rege as instalações de gases medicinais nas instituições de saúde.

Mais perguntas

Quem aprova uma nova rede de gases medicinais?

No HTM 02-01 (2026), as pessoas designadas certificam por escrito que todos os ensaios exigidos estão concluídos e que os sistemas estão conformes antes da utilização, e o certificado de conclusão (formulário B33) envolve o representante da empresa instaladora, a Pessoa Competente, a Pessoa Autorizada, o Controlador da Qualidade e o Engenheiro Autorizador.

O que acontece se a entrega se atrasar?

O HTM 02-01 pede que os sistemas não entregues no prazo de 12 semanas após os ensaios de engenharia sejam cheios com ar medicinal a 50% da pressão normal do sistema enquanto aguardam os ensaios de controlo da qualidade.

Fontes

Os números da Ultra Controlo vêm das suas fichas técnicas. Os factos de terceiros foram lidos na fonte na data indicada.

Revisto: · Engenharia da Ultra Controlo · Versão em Markdown

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