Redes de gases
Fator de simultaneidade
Um fator de simultaneidade é a margem que o projetista de gases medicinais aplica porque nem todas as tomadas são usadas ao caudal máximo ao mesmo tempo, para que a tubagem e as centrais sejam dimensionadas para um consumo simultâneo realista e não para a soma dos caudais de todas as tomadas.
O HTM 02-01 (2026), o guia da NHS England, diz que não é possível prever com precisão o caudal na rede. Indica um caudal de projeto para cada unidade terminal e, para cada serviço, uma fórmula para o caudal simultâneo (Q), e são os caudais simultâneos que se usam para dimensionar a tubagem. A contagem é feita pelo número de camas, postos de tratamento ou salas onde o procedimento se realiza, e não pelo número de unidades terminais, já que uma cama de cuidados intensivos pode ter quatro ou mais tomadas de oxigénio.
No HTM 02-01, a margem depende da área. Para o oxigénio no bloco operatório, Q baseia-se em 50 L/min para a primeira sala de operações e 10 L/min para as restantes, porque é pouco provável uma descarga rápida de oxigénio (flush) em várias salas ao mesmo tempo. Para o ar dentário, considera-se que todas as cadeiras estão em uso nos consultórios com até cinco cadeiras, e 60% das cadeiras restantes nos maiores.
A ACSS ET 03/2006 portuguesa (revisão de 2024) pede que o dimensionamento da distribuição tenha também em conta a confirmação do número de pontos de utilização e os coeficientes reais de utilização.
Fontes
- HTM 02-01 (2026) Parte A, parágrafos 4.2 a 4.6, 4.51 e 4.99 (NHS England)
- ACSS ET 03/2006 v.2024, Gases medicinais (Portugal)
Os números da Ultra Controlo vêm das suas fichas técnicas. Os factos de terceiros foram lidos na fonte na data indicada.