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Oxigénio e PSA

Como se estima o consumo de oxigénio de um hospital?

Como se estima o consumo de oxigénio de um hospital antes de dimensionar uma central PSA?

Resposta curta

Uma forma de estimar o consumo de oxigénio de um hospital é contar os doentes que se prevê que venham a precisar de oxigénio, multiplicar cada grupo pelo seu caudal médio em litros por minuto e converter o total em m³/h, a unidade em que se dimensionam as centrais PSA. A OMS usou este método na sua orientação provisória de 2020 para centros de tratamento da COVID-19.

O cálculo da OMS para a COVID-19

Na sua orientação provisória Oxygen sources and distribution for COVID-19 treatment centres (4 de abril de 2020), a OMS parte do número de casos previsto, divide os doentes por gravidade e aplica um caudal médio de oxigénio por doente. O total em litros por minuto é multiplicado por 60 para dar litros por hora e dividido por 1.000 para dar m³/h. O exemplo de cálculo da OMS é um centro hipotético de tratamento da COVID-19 com 100 camas:

GravidadeDoentesCaudal médio por doenteOxigénio necessário
Grave7510 L/min45 m³/h
Crítico2530 L/min45 m³/h
Total90 m³/h

A OMS acrescenta três ressalvas. O exemplo baseia-se num número de doentes, enquanto a quantificação típica se basearia no equipamento disponível. Para os doentes críticos, o caudal é apenas a parte de oxigénio do gás, em média ao longo do tempo de ventilação assistida. As necessidades devem ser reavaliadas depois de o equipamento ser colocado em serviço. Estes caudais descrevem doentes com COVID-19; não são um valor geral por cama hospitalar.

Ajustar a estimativa a um hospital real

  • Não dimensionar apenas pelo consumo atual. As orientações de sustentabilidade do Fundo Global dizem que a necessidade não deve ser estimada pelo consumo atual, e que a produção de oxigénio deve ser comparada com o consumo todos os anos.
  • Perguntar aos clínicos. A Open Critical Care aconselha começar pelos clínicos e pela sua combinação habitual de doentes, e observa que o consumo pode aumentar à medida que os oxímetros de pulso são mais usados para diagnosticar e tratar doentes.
  • Contar com o consumo da própria central. O HTM 02-01 (2026) refere que a regeneração da PSA usa uma parte do gás produzido, e que isso deve ser tido em conta no dimensionamento.
  • Fixar a pureza. A produção depende da pureza: a nota do Fundo Global sobre a pureza (2024) dá o exemplo de um equipamento que produz 20 Nm³/h a 93% (±3%), mas 18 Nm³/h a 95% (±1%).
  • Acrescentar o enchimento de garrafas. Se a central também vai encher garrafas, o número e o tamanho das garrafas a encher por dia fazem parte do consumo.

Para dimensionar uma central ULTRAOX, a Ultra Controlo precisa do caudal de oxigénio necessário em m³/h ou, para enchimento de garrafas, do tamanho e do número de garrafas a encher por dia. Os modelos ULTRAOX ST vão de 0,32 a 164 m³/h por unidade, e as centrais são modulares, pelo que se pode acrescentar capacidade mais tarde. Ver também que capacidades cobrem as centrais ULTRAOX.

Mais perguntas

Quantos litros por minuto de oxigénio por cama?

Não há um valor único. O exemplo da OMS de 2020 usa 10 L/min por doente grave e 30 L/min por doente crítico com COVID-19, o que descreve esses doentes e não todas as camas.

Como se convertem L/min em m³/h?

Multiplica-se por 60 para obter litros por hora e divide-se depois por 1.000 para obter m³/h, como na orientação da OMS de 2020.

Fontes

Os números da Ultra Controlo vêm das suas fichas técnicas. Os factos de terceiros foram lidos na fonte na data indicada.

Revisto: · Engenharia da Ultra Controlo · Versão em Markdown

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