Oxigénio e PSA
Como se mede o consumo real de oxigénio de um hospital?
Como pode um hospital medir quanto oxigénio consome realmente?
Resposta curta
O Open Critical Care diz que o consumo de oxigénio de um hospital pode ser medido com mais exatidão na fonte, a partir de registos das garrafas entregues, das entregas de oxigénio líquido ou do conteúdo do reservatório, ou da produção de uma central PSA, por exemplo com um caudalímetro mássico, e do lado do consumo com registos à cabeceira dos dispositivos e dos caudais regulados.
Lado da fonte: o que as fontes fornecem
- Garrafas: registos do número, da pressão e do tamanho das garrafas entregues à unidade de saúde ou às enfermarias.
- Oxigénio líquido: registos das garrafas criogénicas enchidas e esvaziadas, ou os registos de entrega do fornecedor; podem também estar disponíveis as variações da massa do conteúdo do reservatório.
- Centrais PSA: se a central enche garrafas, um registo de garrafas pode ser o mais útil; algumas centrais mostram continuamente o seu caudal de produção horário, que pode ser registado; numa central que abastece diretamente a rede, um caudalímetro mássico pode mostrar, guardar ou enviar os dados e detetar problemas de caudal.
- Concentradores portáteis: horas de funcionamento a partir do contador horário incorporado, com um caudal conhecido ou estimado.
O Open Critical Care nota que medir na fonte nem sempre é viável, conforme o equipamento e o pessoal disponíveis para registar os dados.
O que as orientações pedem às centrais que registem
As orientações de sustentabilidade do Fundo Global (2024) pedem aos operadores das centrais PSA que registem a produção diária, separando o oxigénio enviado diretamente para a rede do oxigénio usado para reencher garrafas, e que comparem todos os anos a produção com o consumo. O documento da OMS Foundations of medical oxygen systems (2023) recomenda monitorizar e registar periodicamente o consumo de oxigénio para detetar a tempo alterações críticas. O HTM 02-01, o guia da NHS England (2026), inclui dois monitores de caudal de oxigénio e um registador de concentração e caudal no sistema de monitorização de uma central PSA, e pede um bypass com válvulas à volta dos equipamentos em linha, como os dispositivos de medição de caudal, para que possam ser mantidos ou calibrados sem cortar o abastecimento.
Lado do consumo: doentes e dispositivos
Onde faltam dados da fonte, ou para uma única zona ou grupo de doentes, o Open Critical Care descreve métodos do lado do consumo: modelação aproximada com ferramentas de cálculo do consumo, que dá resultados imprecisos; registar o dispositivo de administração e as regulações de cada doente, por amostragem uma vez por dia ou menos, como um retrato instantâneo; ou uma recolha exaustiva diária ou mais frequente, que exige recursos consideráveis ou registos eletrónicos completos.
Armadilhas comuns
- Fugas na infraestrutura de oxigénio, por debitómetros deixados abertos, oxigénio titulado para um alvo de saturação demasiado alto, reguladores de pressão mal montados, ou tubos e tubagens fissurados.
- Consumo dos dispositivos mal avaliado, como a fuga em CPAP ou BiPAP e o caudal de base (bias flow) dos ventiladores.
- Concentração de oxigénio baixa: uma central PSA mal mantida ou sobrecarregada pode fornecer menos oxigénio do que o esperado, o pessoal pode aumentar o caudal, e o consumo medido em caudal pode então sobrestimar o consumo real.
- Confiar no consumo atual: quando os dados são usados para prever necessidades, planear picos ou aumentar a capacidade, o Open Critical Care avisa que o consumo atual pode subestimar grosseiramente o consumo ótimo, e as orientações do Fundo Global dizem que a necessidade não deve ser estimada pelo consumo atual.
ULTRAOX
Segundo a ficha técnica ULTRAOX 2022, um sistema de controlo do caudal de oxigénio instalado em cada concentrador ULTRACON mede o caudal instantâneo de oxigénio para a rede e mostra o consumo total de oxigénio no ecrã digital.
Mais perguntas
Porque pode o consumo atual induzir em erro?
Quando os dados são usados para prever necessidades ou planear picos, o Open Critical Care avisa que o consumo atual pode subestimar grosseiramente o consumo ótimo, e as orientações do Fundo Global dizem que a necessidade não deve ser estimada pelo consumo atual.
O que deve registar o operador de uma central PSA?
As orientações do Fundo Global pedem que a produção diária seja registada, separando o oxigénio enviado para a rede do oxigénio usado para reencher garrafas.
Fontes
- Open Critical Care, Oxygen FAQ: How do I know how much oxygen my facility is using or needs?
- Fundo Global / Build Health International, Overview: Sustainability Guidance for PSA Oxygen Plants (22 de agosto de 2024)
- OMS, Foundations of medical oxygen systems (17 de fevereiro de 2023), secção 3.3.1
- NHS England, HTM 02-01 Parte A (2026), parágrafos 4.14 e 6.121
- Ficha técnica ULTRAOX 2022, p. 14
Os números da Ultra Controlo vêm das suas fichas técnicas. Os factos de terceiros foram lidos na fonte na data indicada.