Ar medicinal
A que pressão é fornecido o ar medicinal?
A que pressão é fornecido o ar medicinal às enfermarias e às ferramentas cirúrgicas?
Resposta curta
Nas orientações da NHS England, o ar medicinal para ventiladores e outras utilizações respiratórias é fornecido a 400 kPa e o ar cirúrgico para ferramentas pneumáticas a 700 kPa ou mais; a especificação portuguesa da ACSS usa 450 kPa ±100 nas redes secundárias e 8 bar +2/−1 para os instrumentos cirúrgicos.
A pressão na rede depende do que o ar tem de acionar. O HTM 02-01 (2026), o guia da NHS England para redes de gases medicinais, diz que o ar deve ser fornecido a duas pressões diferentes, mas segundo a mesma norma da Farmacopeia Britânica: 400 kPa para o ar medicinal, que aciona ventiladores e outras aplicações respiratórias, e 700 kPa ou mais para o ar cirúrgico, que aciona ferramentas cirúrgicas.
Ar medicinal a 400 kPa
O ar medicinal a 400 kPa alimenta os ventiladores e é cada vez mais usado para CPAP, BiPAP e ventilação não invasiva nos cuidados críticos. O HTM 02-01 refere que os ventiladores de acionamento pneumático podem usar até 80 L/min de ar livre em contínuo, e que os outros equipamentos no mesmo abastecimento, como misturadores de gases anestésicos, humidificadores e nebulizadores, não devem exceder 10 L/min.
Ar cirúrgico a 700 kPa
O HTM 02-01 refere que as ferramentas cirúrgicas pneumáticas precisam de 600 a 700 kPa, com caudais de 200 a 350 L/min. Pede um mínimo de 700 kPa à frente de cada unidade terminal quando ensaiada a 350 L/min, e uma pressão estática na unidade terminal não superior a 900 kPa. Quando o ar cirúrgico é estendido a um serviço de medicina dentária, uma estação duplex de redução de pressão baixa-o para 600 kPa.
Portugal: ACSS ET 03/2006
| Rede | Pressão (ACSS ET 03/2006 v.2024) |
|---|---|
| Ar medicinal, rede primária | 900 kPa ±100 |
| Ar medicinal, redes secundárias | 450 kPa ±100 |
| Ar medicinal, casos específicos | 800 kPa +200/−100 |
| Instrumentos cirúrgicos (segundo a ISO 7396-1) | 8 bar +2/−1 |
A ACSS recomenda também que, nas redes secundárias, a pressão do oxigénio seja superior à pressão do ar medicinal e que esta seja superior à pressão do protóxido de azoto, idealmente com 0,3 bar de diferença, para prevenir eventuais refluxos de um gás para outro.
Pressão da central e pressão da rede
A central produz ar acima da pressão da rede e reduz essa pressão antes da rede: no HTM 02-01, o ar tratado passa por uma estação de redução de pressão que fixa a pressão para cada utilização. Como exemplo da gama da Ultra Controlo, a ficha técnica ULTRAAR SCA indica uma pressão normal de funcionamento de 7,5 a 7,9 bar e uma máxima de 10 bar, com um kit duplex de redução de pressão e filtro de esterilização que mantêm a rede à pressão regulada.
Mais perguntas
Porque é que a pressão do ar medicinal fica entre a do oxigénio e a do protóxido de azoto?
A ACSS recomenda o oxigénio acima do ar medicinal e o ar medicinal acima do protóxido de azoto nas redes secundárias, idealmente com 0,3 bar de diferença, para impedir que um gás reflua para outro.
As ferramentas cirúrgicas precisam de uma central de compressores separada?
Não necessariamente. O HTM 02-01 recomenda um único sistema combinado para ar medicinal e ar cirúrgico, para reduzir a manutenção e o consumo global de energia.
Fontes
- NHS England, HTM 02-01 Medical gas pipeline systems, Parte A (2026), parágrafos 4.79, 4.83, 4.85, 4.86, 4.90, 4.92, 7.5, 7.65, 8.7, 8.8
- ACSS, ET 03/2006 v.2024 Especificações técnicas para gases medicinais e aspiração em edifícios hospitalares, secções 6, 6.3 e observação III
- Ficha técnica ULTRAAR SCA, p. 4
Os números da Ultra Controlo vêm das suas fichas técnicas. Os factos de terceiros foram lidos na fonte na data indicada.