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Ar medicinal

Porque trabalha sem parar uma central de ar medicinal?

Porque funciona continuamente a central de ar medicinal de um hospital, e como se encontram as fugas?

Resposta curta

Segundo o HTM 02-01 (2026) da NHS England, o ar para uso respiratório, como a ventilação dos doentes, pode ser usado continuamente, e os compressores de ar medicinal devem ser adequados a funcionamento contínuo em carga e a arranques e paragens frequentes, ou ter variador de velocidade; a Parte B indica ensaios de fugas da rede e ensaios trimestrais de todas as tomadas, incluindo de fugas.

Um consumo que não para

O HTM 02-01 Parte A contrapõe o ar cirúrgico ao ar para fins respiratórios. O ar cirúrgico é usado com caudais e pressões altos, até 350 L/min, mas durante períodos relativamente curtos. O ar para fins respiratórios é usado com caudais muito mais baixos, tipicamente menos de 80 L/min para a ventilação dos doentes, mas o seu uso pode ser contínuo, e o consumo de ar medicinal envolve normalmente várias unidades terminais em uso ao mesmo tempo. Os ventiladores pneumáticos podem usar continuamente até 80 L/min de ar livre.

Os compressores podem ser de qualquer tipo, desde que sejam adequados a funcionamento contínuo em carga e a arranques e paragens de alta frequência, ou comandados por variadores de velocidade (VSD). Todos os projetos de centrais devem considerar compressores com VSD, e uma central combinada de ar medicinal e cirúrgico com VSD pode modular o caudal em função do consumo. Ao projetar uma rede de gases medicinais (MGPS), a intenção deve ser sempre usar as bombas e os compressores mais eficientes e retirar os gases e as unidades terminais não usados e desnecessários.

O que mostram os registos da central

  • Horas e corrente: os sistemas de comando das centrais de compressores devem incluir um contador de horas de funcionamento, e o sistema de comando de cada compressor um meio de medição exata da corrente. As tarefas semanais incluem registar as horas de funcionamento de cada compressor, a corrente de funcionamento do compressor de serviço e os níveis de arranque e paragem dos compressores, e garantir que ambos os compressores ficam em modo automático.
  • Manutenção: a Parte B diz que as leituras do contador podem ser usadas com as recomendações dos fabricantes para modificar o programa de manutenção.
  • Consumo de energia a caudal baixo: o procedimento de ensaio da central deve avaliar a sua eficiência ensaiando o consumo de energia a 100%, 10% e 0% do caudal de projeto do sistema, e o consumo com caudal nulo deve ser inferior a 1% do consumo a 100% do caudal de projeto.

Fugas e equipamento deixado ligado

Uma ficha informativa sobre fugas do Compressed Air Challenge (maio de 2026), escrita para sistemas industriais de ar comprimido, diz que as fugas desperdiçam por vezes 20 a 30% do débito de um compressor e obrigam o equipamento a ciclos mais frequentes, e que o aumento do tempo de funcionamento pode levar a manutenção adicional e a paragens não programadas; as fugas devem ser inferiores a 10% num sistema bem mantido. Recomenda um detetor acústico de ultrassons para detetar as fugas, com água e sabão como método mais simples, fiável mas demorado, e diz que o equipamento que deixou de ser usado deve ser isolado com uma válvula.

Para uma rede hospitalar, o HTM 02-01 Parte B indica estas verificações de fugas (há mais métodos em como detetar fugas numa rede de gases medicinais):

  • Unidades terminais: todas devem ser ensaiadas trimestralmente, introduzindo uma ficha de ensaio para verificar a especificidade do gás, o funcionamento mecânico e as fugas.
  • Ensaios de fugas da rede: o PPLx é um ensaio de fugas de 2 a 24 horas no sistema à pressão de serviço com manómetros digitais; o PPLF usa líquido detetor de fugas e é geralmente usado em pequenas modificações com menos de 20 juntas, quando todas as juntas são acessíveis.
  • Tubagem à vista: os troços exteriores, e os interiores em colunas montantes ou corredores, devem ser inspecionados pelo menos uma vez por ano, incluindo quanto a fugas nos acessórios.

Centrais de ar medicinal da Ultra Controlo

No ULTRAAR SCA, cada compressor tem o seu pressóstato para arranque e paragem automáticos à pressão predefinida e, em modo automático, os compressores alternam para garantir um desgaste uniforme; a ficha técnica diz que estes modos existem para garantir o abastecimento contínuo da rede à pressão de regulação predefinida; o quadro de comando tem um contador de horas e um sinal de funcionamento para cada compressor. O ULTRAAR SC usa compressores em espiral ULTRACECO SC, cujo controlador autómato QuAir (PLC) arranca e para as estruturas (skids) automaticamente, com o objetivo de poupar energia e prolongar a vida útil da unidade em espiral.

Mais perguntas

Um compressor de ar medicinal pode ser projetado para funcionar continuamente?

Sim. O HTM 02-01 (2026) aceita qualquer tipo de compressor que seja adequado a funcionamento contínuo em carga e a arranques e paragens de alta frequência, ou que seja comandado por variadores de velocidade.

Como se encontram as fugas nas tomadas de ar medicinal?

O HTM 02-01 Parte B pede que todas as unidades terminais sejam ensaiadas trimestralmente com uma ficha de ensaio, quanto à especificidade do gás, ao funcionamento mecânico e às fugas.

Fontes

Os números da Ultra Controlo vêm das suas fichas técnicas. Os factos de terceiros foram lidos na fonte na data indicada.

Revisto: · Engenharia da Ultra Controlo · Versão em Markdown

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