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Ar medicinal

Porque é baixa a pressão do ar medicinal nas tomadas das enfermarias?

Porque é baixa a pressão do ar medicinal nas tomadas das enfermarias quando a central está a funcionar, e o que se deve verificar?

Resposta curta

Segundo o HTM 02-01 (2026), o guia da NHS England, as redes de ar medicinal devem ser projetadas para uma perda de carga de 5% entre a central e a tomada aos caudais de ensaio especificados, e as suas tarefas de manutenção cobrem os elementos intermédios: regulações da central, estação duplex de redução de pressão, filtros, fugas, e caudal e perda de carga nas tomadas.

O HTM 02-01 diz que é necessária uma pressão de 400 kPa para o ar medicinal acionar ventiladores e para outras aplicações respiratórias (ver a que pressão é fornecido o ar medicinal). Os diâmetros das tubagens devem ser escolhidos para que a perda de carga fique abaixo de 5% da pressão nominal da rede. As orientações notam que os caudais altos usados durante a pandemia de COVID-19 puseram em evidência o risco de deixar sem gás as unidades terminais a jusante de uma carga importante quando a rede não consegue fornecer caudal suficiente, e que as configurações em escada, as redes em anel e os anéis de caudal nas enfermarias e serviços podem dar maior resiliência.

Depois do conjunto secador, o ar passa por uma estação de redução de pressão (PRS); o HTM 02-01 pede uma PRS sempre que seja necessário reduzir a pressão num sistema de ar, por exemplo de ar cirúrgico para ar medicinal. A PRS deve ser duplex, para que o caudal não seja interrompido durante a manutenção ou numa avaria de um componente, e montada com um regulador principal e um de apoio, com um diferencial máximo de 50 kPa, para manter a pressão da linha. Os seus alarmes monitorizam a pressão alta e baixa na rede a jusante de cada regulador: uma avaria de pressão em qualquer dos reguladores dispara o alarme de pressão alta ou baixa, e uma avaria nos dois conjuntos dá uma avaria da estação.

O que verificar, da central à tomada

OndeO que pede o HTM 02-01 (2026)Onde no HTM 02-01
Central de compressoresSemanalmente, registar os níveis de arranque e paragem dos compressores no manómetro do quadro de comando e a corrente de funcionamento do compressor de serviço, e deixar ambos os compressores em modo automático; o sistema de monitorização da central deve detetar uma emergência da central quando a pressão do reservatório estiver 50 kPa abaixo da pressão de arranque do compressor de reservaParte B, tarefas semanais das centrais de gases medicinais; Parte A 7.89
Abastecimento secundárioDeve existir uma rampa totalmente automática, capaz de entrar em serviço automaticamente se a central falhar, para que o abastecimento secundário possa manter um fornecimento de gás seguro, ainda que a uma pressão de linha reduzidaParte B 11.175
Estação de redução de pressãoVerificar em cada regulador as fugas, a subida de pressão sem consumo (creepage) e o caudal, alternar os reguladores principal e de apoio, verificar os transdutores, os alarmes e os valores de regulação de baixa pressão, e confirmar que todas as válvulas ficam na posição aberta; os reguladores da central devem ser ensaiados quanto a fugas, funcionamento correto e pressões estática e com caudalParte B, tarefas de manutenção da PRS e da central de ar comprimido
FiltrosDevem ser mudados nos intervalos recomendados pelo fabricante, e com mais frequência se um filtro ficar molhado ou se a sua perda de carga ultrapassar a especificação do fornecedorParte B 11.123
Tubagem e consumoNos sistemas mais antigos, a capacidade pode ser insuficiente para os consumos atuais; o caudal adicional resultante de modificações deve ser avaliado formalmente, e os estrangulamentos no dimensionamento da tubagem corrigidos antes de o projeto terminar. O equipamento que precise de pressões ou caudais muito acima das normas atuais não deve comprometer o sistema existente, e pode ser necessária uma fonte de pressão separadaParte B 10.10; Parte A 4.105
FugasEnsaio de fugas da rede de 2 a 24 horas à pressão de serviço com manómetros digitais (PPLx), ou com líquido detetor de fugas nas pequenas modificações (PPLF); inspeção da tubagem à vista pelo menos uma vez por ano, incluindo quanto a fugas nos acessóriosParte B, Tabela 2 e tarefas de inspeção da tubagem
Tomadas e mangueirasTodas as unidades terminais devem ser ensaiadas trimestralmente quanto ao caudal e à perda de carga corretos; as fichas de ensaio só devem ser usadas nos ensaios de fugas, e nos ensaios de caudal e de perda de carga devem usar-se um caudalímetro calibrado, um manómetro e um orifício calibrado. Nos sistemas móveis com mangueiras flexíveis, o excesso de comprimento da mangueira pode provocar dobras, torções e maior perda de cargaParte B 11.72 e 11.213; Parte A 3.45

Segundo a sua ficha técnica, a configuração base das centrais de ar medicinal ULTRAAR ESW da Ultra Controlo inclui conjuntos de redução de pressão com manómetros, filtros esterilizantes, válvulas de isolamento e válvulas de ensaio. Para as verificações equivalentes no oxigénio, ver porque está baixa a pressão do oxigénio na enfermaria.

Mais perguntas

Um alarme mostra a pressão baixa do ar medicinal?

Segundo o HTM 02-01 (2026), os alarmes da estação de redução de pressão monitorizam a pressão alta e a baixa na rede a jusante de cada regulador, e o sistema de monitorização da central de compressores deve detetar uma emergência da central quando a pressão do reservatório estiver 50 kPa abaixo da pressão de arranque do compressor de reserva.

Como se ensaiam o caudal e a perda de carga nas tomadas?

O HTM 02-01 Parte B pede que todas as unidades terminais sejam ensaiadas trimestralmente com um caudalímetro e um manómetro calibrados e um orifício calibrado adequado; as fichas de ensaio só devem ser usadas nos ensaios de fugas.

Fontes

Os números da Ultra Controlo vêm das suas fichas técnicas. Os factos de terceiros foram lidos na fonte na data indicada.

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