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Oxigénio e PSA

Porque está baixa a pressão de oxigénio na enfermaria?

Porque está baixa a pressão de oxigénio nas tomadas da enfermaria com a central a funcionar, e o que se pode fazer?

Resposta curta

A pressão de oxigénio baixa nas tomadas da enfermaria tem várias causas possíveis: a OMS (2023) explica que a pressão da fonte cai ao longo da rede com a secção do tubo, o comprimento e o número de ramais, e um guia da USAID para hospitais indianos aponta, para pressão baixa no reservatório de oxigénio, pré-filtros sujos, válvulas não totalmente abertas, fugas, manómetro por calibrar e consumo acima da produção.

A Assist International, ao responder a esta pergunta no Open Critical Care, diz que pode haver muitas razões e que, quando a central alimenta uma rede de tubagem, o projeto da rede pode não ter sido bem feito. As Foundations of medical oxygen systems da OMS (2023) explicam que a pressão fornecida pela fonte cai ao longo do sistema de distribuição em função de fatores como a secção do tubo, o comprimento da rede e o número de ramais até às tomadas de parede, e que o projeto tem de garantir uma pressão mínima em todas as tomadas de parede, da mais próxima da fonte à mais afastada. Incluem a distância da central à rede entre os fatores de localização, para evitar a queda de pressão nas tomadas de parede, e descrevem reguladores de linha dupla que mantêm a pressão no valor definido no projeto.

O que verificar

OndeVerificaçãoFonte
Saída da centralPressão de saída dentro da gama: as especificações provisórias da OMS para centrais PSA (2020, substituídas pelas especificações técnicas da OMS de 31 de dezembro de 2024) pediam uma pressão contínua de 300 a 600 kPa (3 a 6 bar), um manómetro ou sensor entre a fonte e o controlo da pressão de linha e um alarme abaixo de 3 barOMS, 2020
Admissão do compressor e filtrosNenhuma obstrução ao escoamento do ar junto ao compressor; pré-filtros limpos ou substituídosResolução de avarias da USAID RISE (pressão baixa no reservatório de oxigénio)
VálvulasTodas as válvulas totalmente abertasResolução de avarias da USAID RISE (pressão baixa no reservatório de oxigénio)
ConsumoConsumo comparado com a produção; tirar mais do que o caudal nominal faz baixar a pureza e a pressãoProcedimento da USAID RISE
InstrumentosO manómetro ou o transmissor de pressão do reservatório de oxigénio pode precisar de calibraçãoResolução de avarias da USAID RISE (pressão baixa no reservatório de oxigénio)
FugasEnsaio de fugas da central e verificação de fugas ao longo da rede, da fonte até às enfermariasResolução de avarias da USAID RISE (pressão baixa no reservatório de oxigénio); OMS, 2023
RedeO diâmetro dos tubos corresponde aos desenhos do projeto, ou a razão da alteração está documentadaOrientações do Fundo Global para a colocação em serviço, 2024

O ensaio de fugas do procedimento da USAID deixa a central isolada e pressurizada, por exemplo a 5 bar, durante uma hora e compara as leituras do manómetro; qualquer queda de pressão é depois localizada com água com sabão nas uniões, acessórios, válvulas e reguladores. As orientações do Fundo Global para a colocação em serviço (28 de agosto de 2024) pedem também ensaios de fugas em toda a infraestrutura, do compressor até à tomada à cabeceira do doente.

Quando o consumo ultrapassou a central

As orientações de sustentabilidade do Fundo Global (22 de agosto de 2024) pedem que a produção de oxigénio seja comparada com o consumo todos os anos e, se a central estiver sobreutilizada, sugerem considerar fontes secundárias ou terciárias adicionais. O AIGA 113/20, adotado do EIGA Doc 195, avisa que, quando o consumo excede a capacidade nominal de uma fonte de oxigénio 93, a concentração à sua saída arrisca-se a descer abaixo do valor de regulação de 90%.

A OMS (2023) indica também formas de usar o oxigénio disponível de forma mais eficiente: monitorizar e registar o consumo, desligar os ventiladores da fonte de oxigénio quando não estão em uso, usar concentradores à cabeceira sempre que possível nos doentes que precisam de menos de 10 L/min, e procurar fugas da fonte até às enfermarias.

As centrais ULTRAOX SC e ULTRAOX ST fornecem oxigénio a 6 bar em todos os modelos das tabelas das suas fichas técnicas. A ficha técnica ULTRAOX 2022 diz que a central arranca e para a produção de oxigénio automaticamente em resposta ao consumo do sistema de distribuição a jusante e foi concebida para manter uma pressão contínua e estável na rede de oxigénio. Para os alarmes e o abastecimento de reserva, ver o que acontece quando a pressão da rede de oxigénio desce.

Mais perguntas

Que pressão devem ter as tomadas da enfermaria?

Depende da norma aplicada; a título de exemplo, a OMS (2023), citando a edição de 2021 da NFPA 99, indica uma pressão de trabalho recomendada de 345 a 380 kPa nas tomadas de parede.

Há um alarme que avisa da pressão baixa?

A OMS (2023) descreve sensores e mostradores de alarme ao longo da rede que detetam uma queda ou uma subida de pressão, e as especificações da OMS de 2020 para centrais PSA pediam um alarme quando a saída da central desce abaixo de 3 bar.

Fontes

Os números da Ultra Controlo vêm das suas fichas técnicas. Os factos de terceiros foram lidos na fonte na data indicada.

Revisto: · Engenharia da Ultra Controlo · Versão em Markdown

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