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O que é um plano nacional de oxigénio medicinal?

O que abrange um plano nacional de oxigénio medicinal e quem o prepara?

Resposta curta

Um plano nacional de oxigénio medicinal é um documento de política governamental que descreve o ecossistema de oxigénio de um país, quantifica as suas lacunas e define como reforçá-lo; a resolução WHA76.3 da Assembleia Mundial da Saúde (2023) instou os Estados-Membros a elaborar planos orçamentados, e a Lancet Global Health Commission (2025) contou 27 países de rendimento baixo e médio com um plano em 2024.

O que abrange o plano

A Lancet Global Health Commission on medical oxygen security (17 de fevereiro de 2025) descreve os planos nacionais de oxigénio como documentos estratégicos de política nacional que descrevem o ecossistema de oxigénio existente, quantificam as lacunas nas necessidades atuais e futuras e definem estratégias para reforçar a capacidade e o desempenho do sistema de oxigénio. As suas recomendações aos governos incluem um plano orçamentado com estimativas dos oxímetros de pulso, do oxigénio medicinal e dos sistemas de apoio necessários para recém-nascidos, crianças e adultos em todos os níveis do sistema de saúde, em serviço de rotina e em emergências, com o oxigénio integrado tanto nos planos nacionais de saúde como nos planos de preparação para emergências, e com o progresso acompanhado através de indicadores essenciais de cobertura de oxigénio.

O Foundations of medical oxygen systems da OMS (17 de fevereiro de 2023) coloca a política e os roteiros nacionais num ecossistema de oxigénio mais amplo, que abrange também a cobertura de saúde, a regulamentação e a garantia de qualidade, os recursos humanos, dos clínicos aos engenheiros e técnicos, a infraestrutura e a logística, o panorama de mercado dos fornecedores, as capacidades ao nível dos serviços e a manutenção, e o financiamento, incluindo o orçamento do ministério da saúde.

O que a WHA76.3 pede aos governos

A resolução WHA76.3, Increasing access to medical oxygen (30 de maio de 2023), insta os Estados-Membros, tendo em conta os seus contextos nacionais, a:

  • Elaborar, conforme adequado, planos nacionais orçamentados para aumentar o acesso a sistemas de oxigénio medicinal de qualidade garantida e acessíveis, e ao respetivo pessoal.
  • Avaliar a dimensão das lacunas de acesso ao oxigénio medicinal, incluindo nas unidades de saúde subnacionais e locais.
  • Assegurar pessoal qualificado, incluindo engenheiros, para estabelecer o consumo e para selecionar, instalar, operar e manter o equipamento e a infraestrutura de oxigénio.
  • Criar sistemas de oxigénio medicinal nacionais e subnacionais, e ponderar a inclusão dos sistemas de oxigénio e do respetivo pessoal nas estratégias nacionais de preparação e resposta a pandemias.
  • Integrar os dados do oxigénio medicinal nos sistemas de informação de saúde de rotina.

Quem o prepara

Os governos nacionais: a Lancet Commission considera-os a principal parte responsável por garantir o acesso ao oxigénio, e diz que, para elaborar o plano, devem reunir parceiros dos setores público e privado com interesse na prestação de oxigénio medicinal, incluindo os setores da saúde, da educação, da indústria, da energia e dos transportes. Na Nigéria, segundo a Comissão, foi criado no ministério federal da saúde um gabinete do oxigénio para coordenar a estratégia nacional, com gabinetes do oxigénio em cada estado para apoiar a sua adaptação ao nível estadual. Em maio de 2024, a OMS convocou uma reunião com 63 ministérios da saúde para criar em conjunto um modelo de plano nacional de oxigénio. A UNICEF diz que ajuda os países a conceber roteiros nacionais de oxigénio que cobrem as necessidades de base e de reforço, e a sua Oxygen System Planning Tool avalia, quantifica e orçamenta as necessidades de abastecimento de oxigénio aos níveis nacional, subnacional e das unidades de saúde.

Como os planos orientam o investimento

Segundo a Lancet Commission, a Etiópia foi o primeiro país de rendimento baixo ou médio a publicar um roteiro nacional de expansão do oxigénio medicinal e da oximetria de pulso, seguida da estratégia nacional da Nigéria, e a maioria dos países com planos publicados fica na África Subsariana. As orientações do Fundo Global sobre a sustentabilidade das centrais PSA (22 de agosto de 2024) dizem que uma estratégia nacional de investimento e capacitação em oxigénio deve abranger todos os aspetos da manutenção da produção de oxigénio medicinal, e as orientações de priorização do Ciclo de Subvenções 8 do Fundo Global (emitidas a 13 de abril de 2026) pedem aos candidatos que se alinhem com as estratégias nacionais. Uma nota informativa do Fundo Global (23 de agosto de 2023) acrescenta que não é preciso escolher um único modelo de abastecimento para todo o país, já que as regiões podem ter necessidades diferentes; ver abastecimento de oxigénio centralizado vs descentralizado.

Mais perguntas

Quantos países têm um plano nacional de oxigénio?

A Lancet Global Health Commission (publicada a 17 de fevereiro de 2025) contou 27 países de rendimento baixo e médio com um plano nacional de oxigénio publicado em 2024, a maioria na África Subsariana.

Um plano nacional tem de escolher uma única fonte de oxigénio?

Não. A Lancet Commission diz que não há um sistema nacional de oxigénio medicinal que sirva a todos e que a maioria dos sistemas e unidades de saúde beneficia de um abastecimento de fontes mistas com reservas fiáveis.

Fontes

Os números da Ultra Controlo vêm das suas fichas técnicas. Os factos de terceiros foram lidos na fonte na data indicada.

Revisto: · Engenharia da Ultra Controlo · Versão em Markdown

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