Oxigénio e PSA
Concentradores de oxigénio como reserva de uma central PSA avariada?
Os concentradores de oxigénio de cabeceira podem ser usados como reserva quando a central PSA ou a rede de um hospital falha?
Resposta curta
As orientações OMS-UNICEF (2019) descrevem as garrafas como reserva de outros sistemas de oxigénio, enquanto os próprios concentradores de cabeceira precisam de energia ininterrupta e de garrafas de reserva, e a sua saída de baixa pressão normalmente não serve para CPAP nem para ventiladores; as orientações da OMS para a COVID-19 (2020) chamavam-lhes opções "plug-and-play" (ligar e usar) limitadas no volume que conseguem fornecer.
O que um concentrador de cabeceira consegue fornecer
- Caudal: a OMS-UNICEF (2019) indica um máximo de 5 a 10 L/min para os modelos domiciliários e de cabeceira, e a PATH e a CHAI (julho de 2021) um máximo típico de 3 a 12 L/min, acima de 20 L/min nalgumas unidades. A OMS-UNICEF acrescenta que, com um suporte de debitómetros que divide o caudal, um concentrador pode abastecer vários doentes ao mesmo tempo.
- Pressão: a PATH e a CHAI indicam pressões de saída de 30 a 135 kPa, que podem ser insuficientes para alguns equipamentos, e referem que a maioria dos ventiladores precisa de um abastecimento de gás a 50 psi.
- Energia: a OMS-UNICEF diz que os concentradores precisam de uma fonte de energia contínua e fiável e de manutenção preventiva regular; a PATH e a CHAI acrescentam que geradores ou uma UPS podem ajudar a fornecer oxigénio durante cortes de energia.
- Aprovação e verificações: a PATH e a CHAI dizem que os concentradores têm de ser aprovados pela entidade reguladora nacional ou por uma autoridade reguladora rigorosa, e que tem de haver um analisador de oxigénio portátil em qualquer unidade de saúde com concentradores.
Porque são as garrafas indicadas como reserva
Na comparação de fontes de oxigénio da OMS-UNICEF, as garrafas podem ser usadas em unidades de saúde onde a energia é intermitente ou pouco fiável e servem de reserva a outros sistemas, enquanto os concentradores e as centrais PSA precisam, uns e outras, de energia ininterrupta e de um abastecimento de reserva por garrafas. A orientação provisória da OMS (4 de abril de 2020) dizia também que as centrais de oxigénio precisam de uma fonte de energia fiável e considerava boa prática manter garrafas como abastecimento de reserva. A PATH (novembro de 2023) refere que, sem energia e sem uma fonte de energia de reserva, uma central PSA não consegue produzir oxigénio. Ver que reserva manter com uma central PSA e o que acontece a uma central PSA num corte de energia.
Onde a OMS coloca os concentradores
- Durante a COVID-19, a OMS (2020) aconselhou acrescentar concentradores de cabeceira, se o abastecimento o permitisse, como abordagem complementar enquanto se esperava por soluções de caudal mais elevado, como uma central PSA ou oxigénio líquido, e disse que, depois de uma central PSA ser colocada em serviço, os concentradores podem ser redistribuídos por outras unidades de saúde.
- O documento Foundations of medical oxygen systems da OMS (2023) classifica os concentradores de cabeceira como ineficientes para um fornecimento em grande escala, sugere usá-los, quando possível, nos doentes que precisam de caudais mais baixos (abaixo de 10 L/min), e refere que ter concentradores de substituição funcionais prontos a trocar pode evitar interrupções do tratamento.
A norma de redes ISO 7396-1:2016 exclui do seu âmbito os concentradores de oxigénio para uso domiciliário, e a monografia Oxigénio medicinal da Farmacopeia Internacional (2025) não se aplica ao oxigénio de concentradores portáteis para cuidados domiciliários ou uso à cabeceira. Ver central PSA ou concentradores de oxigénio.
Mais perguntas
As normas de redes abrangem os concentradores de cabeceira?
Não. A ISO 7396-1:2016 exclui do seu âmbito os concentradores de oxigénio para uso domiciliário, e a monografia da Farmacopeia Internacional (2025) não se aplica aos concentradores portáteis para cuidados domiciliários ou uso à cabeceira.
Quantos doentes pode abastecer um concentrador?
A OMS-UNICEF (2019) diz que, com um suporte de debitómetros para dividir o caudal, um concentrador pode abastecer vários doentes ao mesmo tempo, dentro do seu máximo de 5 a 10 L/min nos modelos de cabeceira.
Fontes
- OMS-UNICEF, Technical specifications and guidance for oxygen therapy devices (14 de janeiro de 2019), secção 3.1 e Tabela 3.1
- OMS, Oxygen sources and distribution for COVID-19 treatment centres, orientação provisória (4 de abril de 2020)
- OMS, Foundations of medical oxygen systems (17 de fevereiro de 2023), Tabela 1.2 e secções 1.6.1, 3.3.2 e 3.4.2
- PATH e CHAI, Oxygen Generation and Storage: Oxygen Concentrator (julho de 2021)
- PATH, Pressure swing adsorption plants: Common issues and solutions to prevent future disrepair (novembro de 2023)
- ISO 7396-1:2016, âmbito (iso.org)
- Farmacopeia Internacional, décima terceira edição (2025), Medicinal oxygen
Os números da Ultra Controlo vêm das suas fichas técnicas. Os factos de terceiros foram lidos na fonte na data indicada.
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